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Costa faz as contas. "País recuou 15 anos em termos económicos e 20 anos ao nível do desemprego"

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FOTO Mário Cruz/Lusa

António Costa garantiu hoje no Porto que o PS apresentará uma alternativa ao país, apostando no investimento na educação, saúde, ciência e cultura. "O Governo está completamente enganado, pois o país não progride no empobrecimento", declarou o líder socialista.

Num encontro com militantes do PS no Porto, o secretário-geral socialista apontou aquelas que considera serem as principais falhas do Governo nos últimos anos, afirmando que o país recuou 15 anos em termos económicos e 20 anos ao nível do desemprego.

"Têm-nos dito que o país tinha recuado 10 anos, mas esta semana o Instituto Nacional de Estatística (INE) veio dizer-nos que afinal a recessão provocada por este Governo em 2012 e 2013 era superior aquilo que tinha sido estimado provisoriamente pelo próprio INE. E que a totalidade da riqueza produzida não recuou 10 anos, mas sim 15. Ou seja, andámos 15 anos para trás", declarou António Costa perante uma plateia de militantes.

Segundo o líder socialista, ao contrário do que o Executivo invoca, o país empobreceu e aumentou a dívida nos últimos anos, não havendo ainda incentivos à iniciativa privada."Neste processo os retrocesso foram muitos, retrocedemos no número de empregos, temos 700 mil desempregados e mais 300 mil portuguese que nem estão inscritos nos centros de emprego que estão desencorajados. Os níveis de emprego em Portugal estão hoje aos níveis de 1996, andámos duas décadas atrás ao nível do emprego", acrescentou.



Relativamente ao investimento, António Costa disse também que neste momento está ao nível de 1984, antes da entrada do país na Comunidade Europeia, o que "constitui um retrocesso inimaginável na nossa sociedade", sustentou.

No que diz respeito à emigração, o líder socialista realçou que é preciso recuar a  1966 para se registar o mesmo número de saídas de portugueses. "Estamos piores na dívida, com esta perda de pessoas e emprego e o retrocesso no investimento, o potencial de crescimento é hoje inferior do que há quatro anos".



Depois da ministra das Finanças ter afirmado que o "país tem os cofres cheios", António Costa contrapõe volta a dizer que os "bolsos dos portugueses estão vazios", sublinhando que está em causa o "dinheiro que o país pediu emprestado." "É preciso muita desfaçatez perante este quadro para que o Governo venha dizer que tudo está bem e que os cofres estão cheios e é também uma falta de respeito e um insulto aos portugueses", considerou.

Acusando o Executivo de Passos Coelho de "radicalismo ideológico", Costa garantiu que o PS apresentará uma alternativa ao país, apostando no investimento em sectores fundamentais para o país. "O Governo está completamente enganado, pois o país não progride no empobrecimento, mas com investimento na educação, saúde, ciência e cultura", concluiu.