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Política

Corte nos salários divide Governo e troika

A troika inicia hoje a antepenúltima avaliação ao programa de ajustamento. Governo diz não aos cortes no privado e chumbo do TC sobre pensões pode causar problema.

A missão técnica da troika - composta pela Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) - começa hoje a 10ª avaliação ao programa de resgate português, com vista ao desembolso de mais 2,7 mil milhões de euros.

Trata-se do antepenúltimo exame ao programa de ajustamento, depois de nove avaliações positivas, antevendo-se desta vez divergências em relação aos cortes nos salários do sector privado.

A troika defende reformas estruturais mais ambiciosas e a redução dos salários no privado, em sectores como a energia, banca e telecomunicações, assim como na Justiça e Educação, mas o Governo já disse recusar esta hipótese.

"O sector privado já ajustou. Temos tido divergências de opiniões em relação ao Fundo Monetário Internacional", admitiu a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

A avaliação ao programa deverá durar duas semanas, devendo ser conhecida,  durante a estadia da troika em Lisboa, a decisão do Tribunal Constitucional em relação à convergência das pensões entre o sector público e privado, cujo chumbo poderá constituir outro problema.

O chefe da missão da troika em Portugal, Subir Lall, já avisou que o chumbo do TC implicará medidas mais gravosas do lado da receita, como a subida dos impostos.

O programa de assistência financeira a Portugal termina em junho do próximo ano.