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Política

Comissão política do PS aprova moção de censura

Os socialistas decidiram apresentar uma moção de censura ao Governo mas a data para a apresentação na Assembleia da República ficou por marcar.

A proposta do secretário-geral do PS, António José Seguro, para a apresentação de uma moção de censura ao Governo foi hoje aprovada por unanimidade em reunião da Comissão Política dos socialistas.

O resultado da votação foi comunicado aos jornalistas pelo dirigente socialista e ex-ministro Vera Jardim, no final de duas horas de reunião.

Hoje, na qualidade de porta-voz da Comissão Política do PS, Vera Jardim adiantou que não foi ainda decidido quando é que o Grupo Parlamentar socialista formalizará na Assembleia da República a entrega da moção de censura ao Governo.

No final da reunião, Vera Jardim reiterou a posição oficial dos socialistas de que o PS só regressará ao Governo na sequência de eleições legislativas.

"Só iremos para o Governo na sequência de um processo eleitoral e com a legitimidade eleitoral que os portugueses lhe conferirem", acentuou Vera Jardim.

De acordo com o antigo ministro dos governos de António Guterres, a apresentação da moção de censura pelo PS "é o fim de um caminho que já vinha anunciado em recentes declarações do secretário-geral" deste partido, António José Seguro.

"É uma rutura com o Governo, pela tragédia económica e social em que o país caiu, pelo erro das políticas e pela insistência do executivo nas políticas. O Governo diz que este é o caminho certo, mas os portugueses todos os dias que a situação piora cada vez mais", justificou Vera Jardim.

O dirigente do PS considerou depois que a moção de censura dos socialistas "será o começo de um caminho com a assunção total das suas responsabilidades por parte do partido".

"A moção de censura não será simplesmente uma censura, mas representará a abertura de uma alternativa concreta, viável, estruturada a apresentar aos portugueses. Esta moção de censura pretende dar esperança aos portugueses", acrescentou Vera Jardim.

No final da reunião, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, recusou-se a prestar declarações aos jornalistas.