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Política

Comissão Nacional de Eleições admite "um pequeno, mas significativo lapso"

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Em causa está a confusão de terça-feira na Madeira, durante a qual o PSD perdeu e depois reconquistou a maioria absoluta, na sequência da recontagem dos votos.

Marta Caires

Jornalista

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) assumiu esta quarta-feira, em comunicado, o "pequeno, mas significativo lapso" da aplicação informática que gerou "um cálculo dos mandatos atribuídos a cada partido" com base apenas "sobre o total da ilha da Madeira, não considerando, portanto, os totais da ilha do Porto Santo".

Este lapso retirou por duas horas a maioria absoluta ao PSD e deu terceiro deputado à CDU. Apesar de corrigido prontamente, a CNE lamenta o "alarme e incompreensões na opinião pública" que gerou. O mesmo comunicado assegura que os membros da assembleia de apuramento geral dos resultados não têm qualquer responsabilidade sobre o que se passou.

No mesmo comunicado, a CNE explica que os trabalhos decorreram dentro da normalidade e que foram verificados os resultados de 257 mesas de votos e revistos mais de 4000 votos nulos e duas dezenas de votos protestados. E que tudo isto foi feito durante 10 horas de trabalho pelos membros da assembleia de apuramento. Esta assembleia é composta por um juiz de direito, dois juristas, nove membros de mesas de voto e dois professores de Matemática.

A CNE adianta ainda que aplicação informática que foi usada foi a mesma que se usou no apuramento geral dos resultados eleitorais das regionais da Madeira em 2011.