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CDS apoia corte nas pensões e espera que PS aceite um compromisso

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Cecília Meireles: "Em relação às pensões, há uma questão de sustentabilidade que tem que ser resolvida"

Marcos Borga

Cecília Meireles disse aos jornalistas "há um problema de sustentabilidade do sistema de pensões" e que é "preciso chegar a uma solução de compromisso".

A vice-presidente da bancada do CDS-PP Cecília Meireles concordou esta quinta-feira com o corte de 600 milhões nas pensões anunciado pelo Governo, argumentando que há um problema de sustentabilidade.

"Em relação às pensões, há uma questão de sustentabilidade que tem que ser resolvida e aquilo que está previsto no documento corresponde exatamente àquilo que o primeiro-ministro tinha dito há um ano e que esperemos que seja possível chegar a um compromisso com o principal partido da oposição", declarou Cecília Meireles aos jornalistas, no parlamento.

Questionada sobre a posição do CDS-PP e a forma de realizar a reforma no sistema de pensões, que, de acordo com o Governo envolve um corte de 600 milhões de euros, Cecília Meireles reiterou que "há um problema de sustentabilidade do sistema de pensões" e que é "preciso chegar a uma solução de compromisso".

Cecília Meireles defendeu ainda que o documento anunciado pelo Governo "traz notícias importantes às famílias", nomeadamente a redução da sobretaxa do IRS, "uma redução que começa já em 2016, já para o ano, e que, ano a ano, parcela a parcela, se vai fazendo sentir progressivamente até a sobretaxa acabar".

"Aquilo que foi dito e que o CDS sempre defendeu é que era importante que uma medida excecional não se tornasse em normal. Temos que compreender que fazemos propostas realistas e, neste momento, fasear as medidas é a melhor forma de garantir que são cumpridas", afirmou.

Também relativamente à redução do IRC, a 'vice' da bancada centrista valorizou a medida, considerando que é "uma verdade inegável que desde que o IRC começou a diminuir, o investimento começou a aumentar".

"Investimento quer dizer - no curto, no médio e no longo prazo -, emprego e, portanto, é essencial", declarou.

Cecília Meireles elogiou também a continuação da "redução faseada nos cortes nos salários da Função Pública, o que quer dizer a recuperação gradual do poder de compra dos funcionários públicos".

A deputada centrista sublinhou que o documento fala já de um "crescimento na casa dos 3% e de uma taxa de desemprego na média europeia".