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Política

Cavaco Silva organiza conferência internacional sobre os jovens

Presidente da República quer um "retrato" sobre o que é ser jovem português 

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

"Portugal e os jovens" vai ser o tema da próxima conferência internacional organizada pela Presidência da República, a realizar em Maio de 2015, no âmbito dos chamados Roteiros do Futuro, informou hoje fonte oficial.

O anúncio foi feito na mesma altura em que foi divulgado o e-book (disponível no site da presidência) que reúne as intervenções produzidas na conferência anterior, dedicada ao tema "rotas de Abril, democracia, compromisso e desenvolvimento".

Esta IV conferência, cujo comissário será, como sempre, João Lobo Antunes, pretende refletir sobre temas como a valorização das expectativas, as novas formas de cidadania entre os jovens, a qualificação e integração no mercado de trabalho, a mobilidade geográfica e social, a emigração e as relações entre os jovens e a cultura.

A juventude tem sido uma das questões pelas quais Cavaco Silva sempre se mostrou interessado, e tem expressado nos inúmeros roteiros que lhe tem dedicado. Em 2008, a seu pedido, foi realizado um estudo sobre a juventude e a sua participação na política, e prevê-se que também seja agora realizado outro, embora de cariz mais amplo, segundo foi dito.

Segundo Lobo Antunes, é importante "ter uma visão que articule as peças deste puzzle intrigante que é ser jovem", pelo que espera que a conferência permita traçar "um retrato mais fiel e mais útil, de molde a podermos garantir que os jovens se realizem plenamente como adultos".

"Há visões fragmentadas e quase caleidoscópicas do que é a juventude portuguesa", disse o professor aos jornalistas, acrescentando que se, hoje, o contraste já não é tão grande entre os jovens estrangeiros e os portugueses, "sem dúvida que há uma maneira de ser jovem português".

Considerando que é um "fluxo imparável" a saída dos jovens para o estrangeiro, nomeadamente em busca de uma experiência profissional diversificada, Lobo Antunes afirmou que "o importante é que voltem", para o que é preciso criar postos de trabalho, acolhimento para situações de ensino ou de investigação, ou recrutamento de certas profissões.