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Carlos Moedas comenta tensão entre Governo e equipa do FMI. Técnicos tentam apenas "picar"

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FOTO JOHN THYS/AFP/Getty Images

Ex-secretário de estado adjunto de Passos Coelho e  atual comissário europeu da Investigação, Inovação e Ciência considera "injusto" dizer que Portugal "não está a lutar pelas reformas" mas o "trabalho tem que continuar".

O comissário europeu da Investigação, Inovação e Ciência, Carlos Moedas, considera "muito injusto" dizer que Portugal não fez as reformas e não está a lutar por elas e entende como "normal" a pressão dos técnicos do Fundo Monetário Internacional, num comentário à manchete do Expresso deste sábado. 

A missão do FMI considera que o Governo e os parceiros sociais desistiram das reformas. Esta semana, no regresso a Portugal, a equipa vai questionar o andamento da nossa economia.

"Todos reconhecem, o poder político reconhece, o esforço que Portugal fez em termos de reformas de ajustamento", frisa Carlos Moedas em entrevista à "TSF". "Podemos concordar ou não com as reformas, e essa é uma discussão entre as várias forças políticas em Portugal, mas as reformas foram realmente feitas". Todavia, "Portugal vinha de uma "posição externa líquida muito difícil e de dívida muito elevada, conseguímos essas reformas, mas temos que continuar", sublinha à rádio. 

Carlos Moedas considera "muito injusto dizer que Portugal não fez as reformas e não está a lutar pelas reformas" mas o "trabalho tem que continuar". 

Quanto à tensão entre o Executivo português e o FMI, o comissário desdramatiza. É "normal" a reação dos técnicos das intituições internacionais.  "São sinais para tentar picar o poder político para continuar as reformas".

Na passada segunda-feira, o Eurogrupo alertou Portugal para o risco de vir a precisar de medidas adicionais para cumprir a meta do défice de 3% do Produto Interno Bruto. Um aviso que levou a ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque a reafirmar a posição do Governo sobre a sua convicção de que as medidas inscritas no Orçamento de Estado são suficientes, deixando, todavia, em aberto ajustes "se necessário".