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BES. BE reage à auditoria forense da Deloitte e pede cópias das mensagens SWIFT

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O Bloco de Esquerda quer acesso aos códigos que permitem identificar quem eram os beneficiários do dinheiro que saiu do Banco Espírito Santo Angola (BESA) com destino a empresas detidas por administradores do BES.

O Bloco de Esquerda quer ter em mãos cópias das mensagens SWIFT - códigos interbancários que deixam o rasto das ordens de pagamento -, que originaram os débitos sobre as contas do Banco Espírito Santo Angola (BESA) junto do Banco Espírito Santo (BES). 

Os bloquistas solicitam uma "listagem de documentação" ao BES, à Deloitte e ao Banco de Portugal, depois de conhecidas as conclusões da auditoria forense da Deloitte, encomendada pelo Banco de Portugal, que detetou mais indícios de gestão ruinosa. No relatório é confirmada a investigação do Expresso do ano passado que relacionava dinheiros pagos pelo BESA a sociedades atribuídas aos administradores do BES Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires, bem como a créditos que terão sido concedidos à Pineview Overseas, de Álvaro Sobrinho, empresa dona do jornal Sol em Portugal.

A deputada Mariana Mortágua fez chegar o pedido esta terça-feira a Fernando Negrão, presidente da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e Grupo Espírito Santo (GES).

No requerimento, os bloquistas pretendem não só as "cópias das mensagens SWIFT que originaram débitos sobre as contas do BESA junto do BES para pagamentos a entidades relacionadas com o BES ou a entidades relacionadas com responsáveis do BES e ou BESA", referentes ao período entre Janeiro de 2009 e Junho de 2014 a que alude o relatório da consultora Deloitte.

O BE pede também a "identificação dos beneficiários e dos bancos de destino" dessas transferências.