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Barroso rejeita terceiro mandato em Bruxelas... ou talvez não

Durão Barroso mantém as dúvidas sobre o seu futuro ao começar por afastar a possibilidade de disputar um terceiro mandato à frente da Comissão Europeia, numa entrevista, para logo a seguir voltar a deixar tudo em aberto.

Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas

"Francamente, pensa que seria razoável concorrer a um terceiro mandato? Dois já chega... Mas eu não quer falar sobre isso". Foi assim, de forma aparentemente taxativa, que o presidente da Comissão Europeia respondeu à pergunta da revista belga Le Vif/L'Express, sobre se "tem vontade" de renovar o mandato, que termina em 2014.

Aparentemente porque, perante a insistência do jornalista ("Mas exclui um terceiro mandato?"), Barroso optou por voltar a deixar tudo em aberto: "Não quero incluir, nem excluir".

Estas são as duas últimas perguntas e respostas de uma entrevista publicada no último número da revista e que começa precisamente por interrogar Durão sobre se a concessão de mais dois anos à França para a redução do défice tem por objectivo "obter o apoio de Paris para um terceiro mandato ou para substituir Herman Van Rompuy na presidência" do Conselho Europeu. Uma questão que Barroso rejeita e evita desenvolver: "Não, nada disso. Somos objectivos com França, como com todos os países. Não oferecemos prendas a ninguém".

Noutra passagem, o ex-primeiro-ministro português recusa a ideia de que a Comissão seja a grande defensora das políticas de austeridade: "as nossas posições foram caricaturizadas".