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Assessor de Passos lembra que Costa não pagou contribuição autárquica

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Recorte do já desaparecido semanário "Tal & Qual"

Captura do facebook

Está aberta a "guerra" entre o PS e o PSD nas redes sociais. Carlos Sá Carneiro e Carlos Abreu Amorim, publicaram nas suas páginas do Facebook um recorte antigo do "TAl & Qual" dizendo que António Costa não pagou a contribuição autárquica nos anos em que foi ministro da Justiça. O primeiro é assessor do PM, o segundo deputado do PSD.

O PS criticou Pedro Passos Coelho por se ter esquecido de pagar as contribuições da  Segurança Social entre 1999 e 2004, e o PSD contra-atacou! O deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, utilizou a sua página de Facebook, para publicar um recorte do desparecido semanário "Tal e Qual", dizendo que António Costa não pagou a contribuição autárquica entre 1999 e 2002.

Pouco depois, o recorte foi igualmente publicado no perfil do assessor do Gabinete de Passos, Carlos Sá Carneiro, e está a ser objeto de numerosas partilhas no Facebook. Carlos Abreu Amorim, o homem que parece ter tirado este 'coelho' do baú das velhas notícias, publicou também um comentário introdutório ao recorte onde escreveu: "Tudo isto é lamentável! Não é assim que se deve fazer política! Contudo, a velha máxima que ensina: "quem tem telhados de vidro deve ser prudente a atirar pedras" tem aqui plena aplicação. Era inevitável - este escarafunchar na arqueologia pessoal de cada um pode não deixar ninguém incólume".

"Não pode ser assim que se faz política"

O deputado do PSD diz ainda no seu perfil de Facebook que "daqui a pouco andaremos em busca das multas de estacionamento e das faturas sem número de contribuinte. Nada que não tenha já acontecido à esmagadora maioria dos cidadãos (exceto os "anjos sem asas" que pululam nos fóruns das rádios e TV's) mas que uma onda puritanismo hipócrita tenta elevar à esfera do mínimo ético indispensável de todos os quotidianos. Repito: não pode ser assim que se faz política!".

Do lado do Gabinete de Passos, Carlos Sá Carneiro, o assessor do PM que utilizou o seu perfil do Facebook para atacar o líder do PS, diz: "Da esquerda radical quase tudo se espera. Mas de um partido com ambições governativas aguarda-se uma postura menos inflamada. Não foi o que aconteceu com "este PS" e com sua a porta-voz destacada para a intendência, que pretendeu cavalgar uma falha - assumida e explicada - de uma obrigação que, apesar de prescrita, foi voluntariamente regularizada.

Um PS cheio de telhados de vidro que desata a atirar pedras mal espreita uma pequena oportunidade".