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António Costa: "Quanto mais a luta aquece, mais força tem o PS"

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José Carlos Carvalho

Nas comemorações dos 42 anos do PS, Mário Soares passou a palavra ao secretário-geral do PS. António Costa lançou-se na tribuna citando o antigo pai dos socialistas.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

António Costa, a grande esperança dos socialistas para mudar o país, recordou esta tarde no Porto que Mário Soares costuma dizer que "quanto mais a luta aquece, maior é a força que tem o PS".

No encerramento do comício em tom campanha eleitoral, o secretário-geral do PS optou por falar pouco do passado, muito do presente, ou melhor, por bater em Pedro Passos Coelho, e lançar ainda timidamente o futuro. Num discurso carregado de críticas ao atual Governo, António Costa deixou duas ideias-chave: o futuro governo socialista irá "honrar a palavra dada e acabar com a incerteza dos portugueses".

Como? "Nós só depois de vermos o plano de sustentabilidade é que iremos dizer qual o nosso plano de governação", afirmou esta tarde António Costa, advertindo que, ao contrário do Passos Coelho, está "a estudar uma estratégia orçamental credível para poder falar verdade" no próximo ciclo de Governo.

"Não estamos a esconder nada na manga, nem a fazer de morto", avisou Costa, embora certo que o PS será capaz de devolver a "tranquilidade e segurança" aos idosos "com pensões de miséria" e dos trabalhadores "que vivem com salários no limiar da pobreza e não sabem se terão emprego no próximo mês".

Numa intervenção em que escolheu o primeiro-ministro como o príncípio de todos os males e cuja saída terá o condão de pôr fim ao estado "a que isto chegou", António Costa reafirmou que "este Governo está esgotado, perdeu o norte" e que nas últimas semanas só veio dizer três coisas: fim dos cortes na função pública só no final da próxima legislatura, manutenção da sobretaxa de IRS e, quanto a pensões, "um novo corte, não temporário, mas permanente".

"É tempo de devolver a esperança a Portugal", advertiu o secretário-geral do PS, lembrando que depois de 40 anos de democracia "o voto é ainda a grande arma do povo". "E em democracia há sempre alternativas e esta tem um só nome: PS".