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António Costa considera "infelizes" as declarações de Cavaco Silva

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António Costa, secretário-geral do Partido Socialista

Paulo Novais/Lusa

O secretário-geral do PS escusou-se a responder se Passos Coelho está em condições para continuar o seu mandato, afirmando apenas que "a questão da demissão está nas mãos dos portugueses".

O secretário-geral do PS, António Costa, considerou "infelizes" as declarações do Presidente da República ao "desviar para a oposição as responsabilidades exclusivas" de Pedro Passos Coelho no caso da dívida à Segurança Social. 

Em declarações à SIC, António Costa reagiu às declarações de Cavaco Silva, que hoje se escusou a comentar a dívida do primeiro-ministro à Segurança Social, considerando que está "acima das polémicas dos partidos" e defendendo que já "cheira a campanha eleitoral".

"Foram declarações muito infelizes", afirmou o líder do PS, considerando que o Presidente da República "não só justificou" a atuação de Passos Coelho como "culpou os outros".Para António Costa, a situação levanta uma questão política que é saber se agora "o primeiro-ministro tem autoridade para impor e exigir o cumprimento dos deveres aos portugueses".

No entanto, quando questionado pela SIC, António Costa escusou-se a responder se Passos Coelho está em condições para continuar o seu mandato, afirmando apenas que "a questão da demissão está nas mãos dos portugueses". António Costa considerou que o processo em torno da dívida à Segurança Social e a falta de respostas adequadas por parte de Passos Coelho é "um mau caminho" e "mina a credibilidade das instituições".

Questionado hoje sobre a polémica, Cavaco Silva defendeu que "um presidente de bom senso deve deixar aos partidos as suas controvérsias político-partidárias que já cheiram a campanha eleitoral".Afirmando ter "muita experiência para saber distinguir entre aquilo que são jogadas político-partidárias e o que são outras matérias" o chefe de Estado apelou aos partidos políticos que "se concentrem na resolução dos reais problemas do país".

Na semana passada, o jornal Público revelou que Passos Coelho esteve cinco anos sem pagar contribuições para a Segurança Social, entre 1999 e 2004, situação que o primeiro-ministro justificou com a falta de conhecimento e de notificação pelos serviços oficiais.