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40 anos depois, Expresso junta deputados da Constituinte

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A evocação das primeiras eleições livres e universais em Portugal foi um momento de muitos reencontros, alguns carregados de emoção, e de recordação de vários episódios da implantação da democracia.

José Pedro Castanheira e Paulo Paixão (texto) Joana Beleza (vídeo) João Carlos Santos (fotos)

Mais de sete dezenas de deputados à Assembleia Constituinte reencontraram-se esta terça-feira no Parlamento, numa iniciativa do Expresso e da Assembleia da República para assinalar o 40º aniversário das primeiras eleições livres e universais realizadas em Portugal, em 25 de abril de 1975.

Grande parte dos obreiros da Constituição aprovada após a ditadura respondeu à chamada. Três deles ainda estão no Parlamento: Mota Amaral, do PSD, ex-presidente da Assembleia da República, Jerónimo de Sousa, o secretário-geral do PCP, e Miranda Calha, do PS, um dos atuais vice-presidentes do Parlamento.

Basílio Horta, fundador do CDS, recebe um forte abraço de Martelo de Oliveira, do PSD, ante a satisfação de Miranda Calha, do PS

Basílio Horta, fundador do CDS, recebe um forte abraço de Martelo de Oliveira, do PSD, ante a satisfação de Miranda Calha, do PS

No encontro estiveram também, entre outros, Jaime Gama (ex-presidente da Assembleia da República), António Arnaut, António Reis, Arons de Carvalho e Mário Mesquita, todos do PS, o partido o mais votado em 1975.

Do PSD compareceram igualmente Francisco Pinto Balsemão (um dos vice-presidentes da Assembleia Constituinte), Jorge Miranda (considerado um dos pais da Constituição), Ângelo Correia e Marcelo Rebelo de Sousa, que perdeu a fotografia de família, mas compareceu no final do almoço.

Francisco Pinto Balsemão, fundador do Expresso, cumprimenta Noémia Pizarro, chefe de gabinete da presidente da Assembleia da República, enquanto o diretor do jornal, Ricardo Costa, conversa com Assunção Esteves

Francisco Pinto Balsemão, fundador do Expresso, cumprimenta Noémia Pizarro, chefe de gabinete da presidente da Assembleia da República, enquanto o diretor do jornal, Ricardo Costa, conversa com Assunção Esteves

O PCP fez-se também representar por Américo Leal, de 93 anos, o decano dos constituintes presentes, José Manuel Maia, o primeiro secretário da mesa da Assembleia Constituinte, e Avelino Gonçalves, o ministro do Trabalho do I Governo Provisório, formado logo a seguir à Revolução de 1974. Também Carlos Brito, ex-líder parlamentar do PCP, e que já abandonou o partido, esteve presente.

Basílio Horta, um dos fundadores do CDS, e José Manuel Tengarrinha, o líder do MDP/CDE, foram outros dos constituintes que se associaram à evocação dos 40 anos das primeiras eleições no Portugal democrático.

Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia, é abraçado por José Cobra, eleito para a Constituinte pelo PPD, partido do qual sairia pouco depois

Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia, é abraçado por José Cobra, eleito para a Constituinte pelo PPD, partido do qual sairia pouco depois

Após a receção, pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, no salão nobre do Parlamento, os presentes juntaram-se no hemiciclo, para uma foto de família, que seria repetida nas escadarias da Assembleia.

A reportagem deste histórico reencontro - momento de convívio e de recordações, pelos seus intervenientes, de vários episódios da História recente de Portugal - será publicada na edição do Expresso de 25 de abril, data em que passam precisamente 40 anos sobre as eleições para a Constituinte.

Cristóvão Norte, do PSD, ao centro, fala com José Manuel Maia, do PCP (de costas), ante o olhar de António Arnaut (à esquerda), que tem ao seu lado José Silva Lopes (ambos do PS)

Cristóvão Norte, do PSD, ao centro, fala com José Manuel Maia, do PCP (de costas), ante o olhar de António Arnaut (à esquerda), que tem ao seu lado José Silva Lopes (ambos do PS)

Mas já a partir de agora, nas edições digitais, e no próximo sábado, na edição em papel, iremos revelar (em texto, fotografia e vídeo) vários pormenores da iniciativa, além de outros trabalhos sobre as eleições de 1975, um ato fundador da democracia portuguesa.

A eleição, no prazo de um ano, de uma Assembleia Constituinte foi um dos mais solenes compromissos do programa do Movimento das Forças Armadas, que derrubou a ditadura no dia 25 de abril de 1974.

Jerónimo de Sousa, do PCP, cumprimenta Júlio Reis, do PS

Jerónimo de Sousa, do PCP, cumprimenta Júlio Reis, do PS