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Manuela Ferreira Leite. O Governo “está a ser vítima da ligeireza com que fez certas promessas”

Manuela Ferreira Leite considera que “quem esteve à espera e quem votou nessas benesses que surgiriam, está a pensar ‘o melhor é conseguirmos isto já’, portanto [o Governo] está a ser vítima da ligeireza com que fez certas promessas”

Manuela Ferreira Leite falou em “ligeireza” do Governo relativamente às promessas que fez, abordou as áreas da Saúde e da Educação e ainda deu um salto à história da gruta na Tailândia, durante o espaço habitual de comentário às quintas-feiras na TVI24.

“Toda a situação que se está a verificar em vários setores corresponde a uma certa ligeireza com que foram feitas as promessas em campanha eleitoral”, defende a ex-ministra das Finanças. “Estamos a aproximar-nos do fim da legislatura. Quem esteve à espera e quem votou nessas benesses que surgiriam, está a pensar ‘o melhor é conseguirmos isto já’, portanto [o Governo] está a ser vítima da ligeireza com que fez certas promessas.”

Ferreira Leite comentou ainda a situação na Saúde. “Houve uma saída enorme, pesadíssima, de médicos e enfermeiros, ou porque se aposentaram massivamente ou porque foram para fora ou para o setor privado. O Serviço Nacional de Saúde teve realmente uma hemorragia tremenda de profissionais, por mais que entrem não conseguem compensar os que saíram. É preciso analisar o tempo de espera. Isso é que é o fundamental. Nessa circunstância, o problema do SNS está a tornar-se muito sério. Não se vê solução orçamental, nem o ministro da Saúde mostra que há um plano.”

Os professores querem voltar à mesa de negociações para debater a questão da contagem do tempo de serviço para efeitos da progressão na carreira. Houve greves e há promessas de mais.

Na Educação, a ex-presidente do PSD considera que os sindicatos estão a ficar mal na fotografia. “O Governo tem medo que esta situação se mantenha e que isso tenha consequências na abertura do ano letivo. Por outro lado, os sindicatos percebem que estão a ficar mal vistos perante a opinião pública, por isso têm receio e estão a tentar fingir que estão a iniciar conversações”, defende.

As operações de resgate dos 12 meninos e do treinador de futebol de uma gruta de Chiang Rai, no norte da Tailândia, foi uma prova de “humanidade” para a ex-governante. “Foi um exemplo de solidariedade a nível mundial, um exemplo típico e puro do que é a humanidade, a solidariedade. À primeira notícia, os grandes peritos naquelas matérias ofereceram-se no local para ajudar. Outro ponto que me sensibilizou é o de não ter havido uma única imagem em direto do que se estava a passar”, diz, valorizando o facto de não ter “havido nenhum aproveitamento político” do caso.