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Política

CPLP: cinco países europeus vão entrar como observadores

Itália, Reino Unido, França, Luxemburgo e Andorra pediram para integrar a Comunidade. Português vai ser o próximo secretário-executivo da organização

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

A decisão só poderá ser tomada na cimeira que terá lugar em Cabo Verde, a 17 e 18 de julho. Cinco novos Estados deverão ser admitidos na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), todos europeus, com o estatuto de observadores associados: Reino Unido, França, Luxemburgo, Itália e Andorra, cujos processos de candidatura já estão concluídos.

A Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) também deverá ser admitida, juntando-se assim aos 10 países com esse mesmo estatuto que a CPLP reúne.

Também a Sérvia e o Chile pediram o ingresso na Comunidade, embora se admita que não entrem já.

A justificação para o pedido de adesão é, regra geral, a existência de expressivas comunidades falantes de português e o seu contributo para a vida económica e cultural desse país.

Os Estados-membros da CPLP são atualmente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O último a entrar foi a Guiné-Equatorial, liderada pelo ditador Obiang, e a decisão foi polémica.

Portugal indicou o seu atual embaixador em Roma, Francisco Ribeiro Telles, como o próximo secretário executivo, ao abrigo do acordo feito com São Tomé na cimeira de 2016. Nessa altura, foi decidido dividir entre os dois países o mandato de quatro anos daquele dirigente da CPLP. Ribeiro Telles entrará em funções a 1 de janeiro de 2018.