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Santana Lopes diz que saída do PSD é “dolorosa”

Pedro Santana Lopes reafirmou esta terça-feira o divórcio com o PSD, mas não adiantou se vai entregar o cartão de militante ou concretizar a ideia de formar um novo partido. Na primeira entrevista depois das declarações à revista Visão, o comentador da SIC respondeu ainda a Francisco Louçã e a Luís Marques Mendes

Na semana passada, o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes assegurou numa entrevista à Visão que a sua intervenção política no PSD "acabou", mas sem esclarecer se se irá desfiliar deste partido e se pretende fundar uma nova formação política.

"A minha intervenção política não se fará mais dentro do PSD, isso acabou", afirmou, comparando a sua relação com o partido que já liderou a um casal que deixa de viver junto.

Questionado se pretende desfiliar-se do PSD, respondeu: "Ainda não sei de que modo vou formalizar (...). Não desisti nem desisto de lutar pelo meu país. Agora, tenho de ver qual é o melhor modo para contribuir, para lutar pelo meu país".

"Com intervenção política no PSD, não. Isso acabou. Mas acabou mesmo", acrescentou, justificando que foi para "clarificar" que se candidatou pela última vez à liderança do partido contra Rui Rio em janeiro deste ano, saindo derrotado com 46% dos votos.

Santana Lopes assegura que esta decisão de 'romper' com o PSD "nada tem a ver com Rui Rio", a quem deseja felicidades. No entanto, apontou uma aproximação "incontestável" do PSD ao PS e diz temer que se esteja perante um cenário político de "hegemonia do PS" e "balanceado à esquerda", com consequências negativas em matérias fraturantes como a eutanásia.

À pergunta se admite criar um novo partido, a resposta também não foi taxativa, embora tenha admitido que já por "várias vezes" pensou que seria melhor criar uma nova organização partidária em que pudesse sentir-se "mais à vontade para ter a intervenção política" que entende ser adequada.