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Política

"Se o PS não tiver novas causas, 'bye bye' maioria absoluta", diz Marques Mendes

No habitual comentário da SIC, Luis Marques Mendes avançou que a visita de António Costa a Angola deverá ocorrer na segunda quinzena de julho

O PS vai "pelo quarto mês consecutivo baixar nas sondagens, para 37%", avançou Luís Marques Mendes no seu habitual espaço de comentário na SIC, sustentando que o partido "não tem uma agenda mobilizadora, não tem causas novas" e António Costa corre o risco de ver caír por terra a sua ambição de ter maioria absoluta.

"Pelo andar desta carruagem, se o PS não muda de comportamento pode dizer 'bye bye' maioria absoluta", referiu o antigo líder do PSD, lembrando que o PS está de momento a ser agastado pelos casos de José Sócrates e de Manuel Pinho, além dos protestos dos professores e dos enfermeiros e ainda de "mais guerrinhas dentro da geringonça".

Falando das sondagens que irão ser divulgadas esta segunda-feira, Marques Mendes também frisou que o CDS está com uma posição "muito dececionante", que "o PSD cresce um bocadinho para 28%, mas não descola", e que só o PCP e o Bloco de Esquerda "estão confortáveis".

Terminada a visita de António Costa aos Estados Unidos, Marques Mendes adiantou que o primeiro-ministro deverá ir de visita a Angola "provavelmente na segunda quinzena de julho, embora não haja ainda data marcada". Referiu que Costa vai agora fazer um "verdadeiro périplo por África", passando a 25 e 26 de junho por São Tomé, de 4 a 6 de julho por Moçambique e a 17 e 18 de julho por Cabo Verde.

Relativamente ao balanço de um ano após os incêndios em Pedrógão, o comentador da SIC destacou pela positiva "a atitude diferente do poder político em dar mais atenção ao interior", sobretudo o "Presidente da República que é notável ao nível da solidariedade", mas frisou que "é importante tirar ilações para o futuro". Lembrando que "a máquina do Estado consome metade da riqueza nacional", defendeu que "temos de ter um Estado diferente do que tivemos até aqui, mais eficiente e inovador".

Nas notas finais, o comentador chamou a atenção para o tema das migrações, e cumprimentou o novo Governo de Espanha por receber o navio que Itália recusou. "É uma questão séria, e pode dar um tremor de terra na Europa", sustentou Marques Mendes.

"A emigração é cada vez mais o tema da agenda da extrema-direita na Europa", constatou. "Até a sra Merkel está com sérias dificuldades e enfrenta diferenças profundas dentro do seu próprio partido por causa deste tema. Estamos a precisar de uma solução europeia para a emigração como de pão para a boca".