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Duarte Cordeiro acha que Costa terá ministros da "nova geração"

O presidente da Federação de Lisboa - um dos mais próximos de Pedro Nuno Santos - diz que a nova geração pode chegar a pastas ministeriais na próxima legislatura e recusa que haja confusão entre aparelho e Governo

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Entrevista

Redatora Principal

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Imagem e edição

Jornalista

O presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS (FAUL) e também vice-presidente da Câmara de Lisboa considera que o 22. Congresso do partido, que hoje termina na Batalha, demonstrou que o PS tem uma nova geração preparada para assumir os desafios do novo ciclo e capaz de projetar o partido para os próximos anos.

Numa entrevista ao Expresso (que pode ver no vídeo), Duarte Cordeiro, diz que o "sinal" dessa nova geração ficou patente na nova composição do Secretariado Nacional. Este dirigente socialista faz parte dessa nova geração e foi considerado um dos quatro jovens turcos que ascendeu no partido pela mão de António Costa, há quatro anos, juntamente com Pedro Nuno Santos, Pedro Delgado Alves e João Galamba.

"Ē um sinal importante para um partido que se está a preparar para as eleições e que haja uma sintonia entre partido e governo (...) É reconhecimento por parte de António Costa que há aqui uma nova geração para os próximos anos e, provavelmente, num novo governo, uns são ministros outros não, ele quis claramente dar esse sinal", afirma Duarte Cordeiro.

"Não há confusão entre aparelho de Estado e partido"

O facto de essa "mistura" de militantes e membros do Governo não constitui, segundo o presidente da FAUL, uma confusão entre o aparelho de Estado e o partido. "Pretende-se mesmo que estejam representados, diz, considerando "um erro" ter um partido separado e autónomo nas legislativas. "É preferível incorporar no partido aqueles que vão assumir e ter mais destaque", sublinha.

"O que nos temos de fazer é apresentar os novos dirigentes, pessoas capazes de levar projetos para a frente", diz ainda, confessando esperar um "discurso de mobilização" por parte de António Costa.

Duarte Cordeiro também está confortável com a discussão sobre assuntos que Ana Gomes considerou estarem "debaixo do tapete".

"Não existe confusão nem divergência sobre esse assunto. Somos o Partido Socialista, que defende a ética republicana, com comportamento irrepreensível", contrapõe. "E quando existem situações que não correspondam, cabe às entidades e à justiça avaliar e julgar esses comportamentos. Nós não devemos ter qualquer receio. O PS está confortável com o papel de cada um".