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Galamba: Pedro Nuno é um "líder carismático"

O ex-porta-voz do PS justifica ao Expresso que sai da função por "razões pessoais", e defende o discurso à esquerda de Pedro Nuno Santos. "Os cargos não são eternos nos partidos", diz, e assim passa a ter mais tempo para dedicar às duas filhas

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Entrevista

Redatora Principal

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Imagem e edição

Jornalista

João Galamba, o deputado que dentro de dias deixará de ser o porta-voz do PS, é um apoiante desde a primeira hora de Pedro Nuno Santos, o secretário-geral dos Assuntos Parlamentares. Qualifica-o como "líder carismático", mas considera que o discurso que este fez a meio da tarde no Congresso que decorre na Batalha foi "um grande discurso emotivo", que falou "ao coração das pessoas" - diz João Galamba em entrevista ao Expresso no Congresso do PS (pode ver o vídeo).

"Explicar o que fomos, o que somos e para que é que aqui estamos não pode deixar de entusiasmar todos aqueles que por alguma razão militam no partido", argumenta, explicando que "mais do que discutir rótulos mais à esquerda, à direita ou mais ao centro, o que interessa é perceber o que representamos, quais as causas de que não abdicamos".

Estas causas não se travam certamente ao lado do PSD e do CDS, diz Galamba, o que não significa nenhum "cordão sanitário, como se não se pudesse conversar com o PSD e o CDS".

Mas, acentua, há outras áreas da governação que não têm uma marca identitária tão forte. Todavia, na segurança social, saúde, educação [áreas deferidas por Pedro Nuno Santos], "onde a ideia de serviços públicos universais garantidos pelo Estado emancipador é um garante da liberdade e não o contrário, existe uma distinção clara face ao PSD e ao CDS".

Quanto ao cargo que agora deixa, João Galamba explica que o fez por "razões pessoais". E diz: "Os cargos não são eternos nos partidos, António Costa convidou-me para ir para o Secretariado [Nacional] e eu pedi para sair da Comissão Permanente e ficar só no Secretariado, que terá um peso político reforçado".

"Tenho duas filhas pequenas, a atividade partidária e o Parlamento são muito absorventes", concluiu.