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Marcelo foi ao Jamor e estudou modelo Macron

Macron entrou no relvado, cuprimentou os jogadores e saiu

NurPhoto

Presidente da República avaliou com responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol cenários vários para a final da Taça. Marcelo até viu o vídeo de Macron a abraçar os jogadores no relvado. Jogo à porta fechada parece afastado

Marcelo Rebelo de Sousa, a figura cimeira do Estado que em condições normais entregaria a Taça de Portugal ao vencedor do Aves/Sporting do próximo domingo, ainda não sabe como vai fazer, mas estuda soluções para evitar que dirigentes desportivos (Bruno de Carvalho) e as mais altas figuras do Estado - ele próprio e Ferro Rodrigues, que o Presidente do Sporting decidiu processar - tenham que coabitar na tribuna de honra do estádio nacional.

O Presidente da República já esteve no Jamor a avaliar as condições do estádio e estabeleceu contatos com responsáveis da federação para analisar a melhor fórmula de participação no evento. Um dos cenários que esteve em cima da mesa como alternativa ao modelo tradicional foi inspirado no exemplo francês.

Marcelo viu o vídeo de Emmanuel Macron, que na final da taça em França entrou no relvado para cumprimentar os jogadores. E o exemplo pode inspirar uma solução que permita ao Presidente português comparecer na cerimónia sem ser na tribuna. Marcelo parte ao fim do dia para Salamanca e podia antecipar a saída do Jamor. Mas nada está ainda decidido.

Outra hipótese que já foi analisada pela Federação passa por, alegando razões de segurança, limitar o acesso à tribuna a um número mínimo de altas individualidades políticas, ficando os dirigentes dos clubes noutra zona. Mas a reação de Bruno de Carvalho, que entretanto anunciou ir processar o presidente da Assembleia da República, não aconselha alimentar dificuldades no relacionamento mútuo. Continua a não estar nada decidido.

O que parece afastado é manter o jogo mas fazendo-o à porta fechada. A sugestão avançada por Eduardo Ferro Rodrigues é considerada "inexequível" por dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol, por não estar em causa um estádio normal mas sim um estádio de futebol no meio de um pinhal, sem barreiras limítrofes.

O primeiro-ministro, que considerou "uma selvajaria" o ataque de 50 encapuçados aos jogadores do Sporting, terça-feira, na Academia de Alcochete, voltou hoje a carregar na tecla da "normalidade" que espera ver no Jamor no próximo domingo.

António Costa falou nas várias hipóteses em análise (e manteve em cena o jogo à porta fechada ou a mudança de local). Sublinhou, sobretudo, que a final da Taça se vai cumprir e que todas as medidas de segurança estão a ser garantidas para que o evento decorra "com toda a normalidade". Com o Presidente da República a entregar a Taça?