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E ao terceiro dia Marcelo saiu à rua

TIAGO PETINGA

No último dia em Espanha, o Presidente da República conseguiu fazer o que é habitual em Portugal mas menos quando se está na companhia do rei espanhol: dar beijinhos efusivos às pessoas que os esperavam na rua. Antes, condecorou a Universidade de Salamanca

Mariana Lima Cunha

em Salamanca

Jornalista

A condecoração é única para uma universidade fora de Portugal: Marcelo foi a Salamanca e aproveitou para homenagear a universidade local, uma das mais antigas da Europa, com a Ordem de Santiago da Espada. Tudo porque esta é a instituição "irmã" da instituição de Coimbra, como explicou, dando mais um sinal do fortalecimento das relações entre Espanha e Portugal.

Na universidade a que chamou "grande entre as grandes", o Presidente falou da importância de "defender a liberdade e os direitos humanos", "a crença no Estado de Direito", "a defesa dos valores da democracia". Mas também a importância da Cultura: "Sem o chamamento do belo e a atração do novo não seríamos o que somos".

Congratulando-se pelo "terreno fértil" que os dois partidos têm para "cooperação" e para "edificar o futuro juntos", Marcelo despediu-se formalmente de Salamanca. Mas faltava um pormenor. É que nesta visita, de agenda apertada e pouco permissiva a desvios, o Presidente ainda não tinha contactado com as pessoas na rua.

Resolveu-o assim que saiu da universidade – e acabou por levar o monarca consigo. A Felipe VI, perguntou: "Vamos dar uma volta?". E apressou-se a cumprimentar boa parte das pessoas que esperavam os chefes de Estado fora da universidade, com constantes beijinhos. Felipe VI, para quem o momento é pouco habitual graças ao forte protocolo de segurança a que os reis estão sujeitos, seguiu o Presidente de perto mas ficou-se pelos apertos de mão.