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Costa insiste que reduzir a dívida “é crucial para garantir a sustentabilidade”

MANUEL DE ALMEIDA / Lusa

Primeiro-ministro não responde diretamente às críticas do Bloco de Esquerda, mas defende que a revisão em baixa do défice para 2018 ocorre “não porque o esforço de consolidação aumente”, mas “porque o desempenho económico e financeiro alcançado em 2017 nos deixa num novo ponto de partida”

O primeiro-ministro António Costa defendeu esta tarde na Assembleia da República que "a redução do endividamento é uma garantia essencial de um melhor futuro para todos os portugueses".

No debate quinzenal que antecede a assinatura de acordos entre o Governo e o PSD no âmbito da discussão do próximo quadro comunitário de apoios europeus e do processo de descentralização, Costa não respondeu diretamente às críticas feitas por Bloco de Esquerda e PCP à revisão em baixa do défice para 2018, mas deixou uma mensagem clara sobre a manutençáo do rumo da estratégia do Executivo na sua intervenção inicial.

"A credibilidade da trajetória de redução da dívida é crucial para garantir a sustentabilidade do financiamentio da economia portuguesa, da família e das empresas, bem como dos serviços públicos, no presente e no futuro", defendeu, explicando de seguida que "a melhoria da nossa credibilidade internacional reduz o esforço suportado pelas famílias com os créditos que contraíram" e "beneficia a competitividade das nossas empresas".

Nesse sentido, o primeiro-ministro voltou a recordar que "só entre a previsão do Orçamento do Estado" e a previsão do Programa de Estabilçidade está prevista "uma poupança de 74 milhões de euros" ,que será reafetada "integralmente ao reforço do investimento público".

Sobre o Programa de Estabilidade, Costa defendeu ainda que a revisáo das previsões para o défice - fortemente contestada pelos bloquistas - ocorre "não porque o esforço de consolidação aumente", mas "porque o desempenho económico e financeiro alcançado em 2017 nos deixa num novo ponto de partida". E acrescentou que "face à execução orçamental de 2017", o esforço previsto para o ano em curso e para 2019 "é suavizado".