Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Paulo Pedroso vai para o Banco Mundial

Paulo Pedroso, ministro do Trabalho no Governo de António Guterres, volta a colaborar com o partido na elaboração do programa eleitoral socialistas às próximas eleições legislativas

João Lima

Ex-ministro socialista foi indicado pelo Ministério das Finanças para representar Portugal como administrador suplente

Paulo Pedroso foi indicado pelo Ministério das Finanças para representar Portugal no Banco Mundial. O ex-governante socialista já foi formalmente nomeado para o cargo de diretor executivo suplente e inicia funções em Washington na próxima segunda-feira. O mandato não tem duração fixa, embora tenha um prazo indicativo de dois anos.

Com esta nomeação de Paulo Pedroso o Governo preenche assim vaga que estava em aberto desde janeiro, depois da saída do anterior administrador português no Banco Mundial, Nuno Mota Pinto, que regressou a Portugal para assumir funções na nova administração do Montepio. Tal como Mota Pinto, Pedroso será diretor executivo suplente do Banco Mundial para o grupo eleitoral de Itália, Portugal, Albânia, Grécia, Malta, São Marinho e Timor-Leste, que é liderado pelo italiano Patrizio Pagano.

O nome de Paulo Pedroso foi proposto em janeiro pelo Ministério das Finanças ao Governador do Banco de Itália, para que este o recomendasse a Patrizio Pagano. Mas o processo arrastou-se depois durante algum tempo devido ao escrutínio que a comissão de ética do Banco Mundial fez ao antigo ministro do Trabalho e da Solidariedade do Governo de António Guterres. Fonte oficial do Ministério assegura, no entanto, que os prazos foram os normais, dado que “qualquer nomeação para um cargo de direção do Banco Mundial é sujeita a um escrutínio muito apertado”. “Esta nomeação, tal como as anteriores feitas por Portugal, foi aprovada sem qualquer questão”, garante a mesma fonte.

Depois de ser envolvido no escândalo de pedofilia da Casa Pia — foi detido, em 2003, mas posteriormente indemnizado pelo Estado por a Justiça ter considerado que a detenção fora um “erro grosseiro” — Paulo Pedroso afastou-se da política. Sociólogo, professor do departamento de Ciência Política e Políticas Públicas do ISCTE, o homem que nos anos 90 foi o responsável pelo lançamento do Rendimento Mínimo Garantido em Portugal, dedicou-se nos últimos anos à consultoria, chefiou projetos de cooperação em países como a Turquia, Roménia ou Bulgária e integrou a missão de assistência do Ministério do Trabalho ao Governo timorense para criar o novo sistema de segurança social em Timor.