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Costa “chocado” com uso de armas químicas exige “esclarecimento cabal”

O primeiro-ministro frisou que mesmo em guerra há linhas que não podem ser ultrapassadas

O primeiro-ministro manifestou-se esta quinta-feira "chocado" com as notícias sobre a utilização de armas químicas na Síria, frisou que mesmo em guerra há linhas que não podem ser ultrapassadas e exigiu um "cabal esclarecimento" do regime de Assad.

António Costa falava aos jornalistas após ter recebido em São Bento o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen - reunião que durou cerca de 75 minutos.

Questionado sobre a posição portuguesa na sequência de denúncias sobre a utilização de armas químicas por parte das forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, António Costa manifestou-se "chocado".

"Mesmo em situação de guerra há linhas que não se podem ultrapassar. É necessário haver um esclarecimento cabal de toda a situação", respondeu o primeiro-ministro português.

Interrogado se admite uma coligação internacional para uma intervenção militar na Síria, António Costa recusou-se a antecipar cenários.

"A posição do Governo de Portugal é de condenação absoluta sobre a utilização de armas químicas. Exige-se que seja respeitado o direito internacional e que se procure uma solução pacífica para o restabelecimento da paz na Síria", respondeu.
No entanto, António Costa insistiu que, "sem prejuízo do esforço de diálogo que deve haver, tem de ser dada uma resposta muito firme".

"O respeito pelo direito internacional tem de ser imposto. A utilização de armas químicas é em todos os casos absolutamente inaceitável em teatro de guerra ou em qualquer outra circunstância", acentuou.

António Costa apontou ainda que na Síria há uma "grande crise humanitária" e que se exige "um esforço muito grande de toda a comunidade internacional para o restabelecimento da paz e para que este país reúna as condições para encontrar o caminho do desenvolvimento e da integração".