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Política

PCP quer eliminar portagens nas ex-SCUT da Área Metropolitana do Porto

Rui Duarte Silva

Para os comunistas. “é evidente que a introdução de portagens significou um retrocesso e teve impactos gravíssimos na economia e nas condições de vida das populações, confirmando os alertas que se fizeram na altura”

A deputada do PCP Diana Ferreira defendeu esta segunda-feira a eliminação das portagens em toda a extensão da A28, A41/A42 e A29 na Área Metropolitana do Porto, para que "seja reposta a normalidade de circulação que existia antes de 2010".

Diana Ferreira falava numa iniciativa realizada na Rotunda AEP destinada a chamar a atenção para a necessidade da retirada dos pórticos na ex-Scuts (vias anteriormente sem custos para o utilizador),e também para divulgar o projeto de resolução do PCP sobre esta matéria.

Segundo a deputada comunista eleita pelo círculo eleitoral do Porto este projeto de resolução "irá ser discutido, se tudo correr dentro da normalidade, ainda este mês, na Comissão de Economia".

"Vamos fazer esse agendamento, se não houver nenhum percalço será discutido e votado este mês na Assembleia da República", sublinhou.

Diana Ferreira frisou que o que se pretende é "a revogação dos pórticos, a retirada das portagens em toda a extensão destas ex-scuts da AMP, e, naturalmente, que seja reposta a normalidade de circulação que existia antes de 2010 quando foram introduzidas portagens".

"Isto responde aquilo que é o sentimento de maior prejuízo sentido pelas populações do distrito", afirmou.

Ao longo do dia, e além da ação realizada na Rotunda AEP (A28), com distribuição de panfletos aos automobilistas, realizam-se idênticas iniciativas na zona de Valadares/Gulpilhares, na A29, em Valongo/Alfena, por causa da A41, e também em Paços de Ferreira.

"Não nos podemos esquecer que as portagens foram introduzidas num conjunto de estradas que eram consideradas sem custos para o utilizador, em 2010, num ano em que efetivamente já existiam dificuldades económicas no país, e a introdução das portagens veio agravar essa realidade para as populações e, principalmente, para as micro, pequenas e médias empresas que necessitam destas vias rodoviárias para a sua circulação e para a sua atividade empresarial", referiu.

Diana Ferreira salientou que há ex-Scuts "que foram construídas sobre estradas nacionais, como é o caso da A29. Uma parte significativa da A29 foi construída sobre a EN 109 deixando sem alternativa um conjunto de moradores".

Para o PCP, "é evidente que a introdução de portagens significou um retrocesso e teve impactos gravíssimos na economia e nas condições de vida das populações, confirmando os alertas que se fizeram na altura".

"A introdução de portagens nas ex-Scuts tornou pior a mobilidade, aumentou as injustiças, fez disparar o encerramento de empresas e o desemprego, com consequências evidentes no agravamento da situação social, com o aumento da pobreza", acrescentou.