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Montenegro na despedida da Assembleia: “O populismo é o pai da mediocridade e a mediocridade é a mãe da pobreza”

José Sena Goulão / Lusa

Após 16 anos na bancada social-democrata, o deputado despediu-se esta quinta-feira do Parlamento, deixando uma palavra de reconhecimento e um pedido aos colegas, para não perderem “o foco na valorização dos trabalhos parlamentares”

No dia em que Luís Montenegro se despede da Assembleia, após 16 anos como deputado do PSD, aquele que foi (durante sete anos) líder da bancada parlamentar social-democrata quis deixar uma “saudação especial a todo o mundo parlamentar”, nele incluindo “os membros do Governo, os deputados, os assessores, jornalistas e todas as pessoas que assistem aos nossos trabalhos”.

“Creio poder dizer que saio sem nenhuma inimizade”, continuou, minutos antes da abertura oficial do debate quinzenal desta quinta-feira, na Assembleia da República.

Na sua interpelação à mesa, Montenegro começou por agradecer, retribuindo a “amabilidade” e as palavras que lhe foram antes dirigidas por Ferro Rodrigues. O presidente da Assembleia destacou a “cordialidade e lealdade para com adversários” que o deputado manteve, desejando-lhe “os maiores sucessos pessoais e profissionais”.

“Foi uma honra muito grande, um orgulho e um privilégio servir o país e também o meu partido”, disse ainda Luís Montenegro, que enviou “um abraço a todos os líderes de bancada”, destacando o deputado Nuno Magalhães, do CDS-PP, que consigo “suportou no Parlamento o único Governo de coligação que conseguiu aguentar uma legislatura inteira”.

“Levo comigo a convicção de que o populismo é o pai da mediocridade e a mediocridade é a mãe da pobreza”, concluiu Montenegro, que na “casa-mãe da democracia” fez um último pedido aos deputados para “não perderem o foco naquilo que é hoje uma exigência dos princípios” dessa democracia: “a valorização dos trabalhos parlamentares”.

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