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Marcelo espera que "protecionismo comercial" entre EUA e China não se concretize

Presidente da República é contra as tarifas alfandegárias entre os EUA e a China. Marcelo relembra a posição de Portugal: "Contra protecionismos comerciais e fiscais"

O Presidente da República comentou esta quinta-feira o anúncio pelos Estados Unidos da América de novas tarifas alfandegárias sobre produtos chineses, que a China prometeu retaliar, manifestando a esperança de que esse "protecionismo comercial" não se concretize.

"Temos esperança de que aquilo que de vez em quando é anunciado sobre essa matéria se não concretize. Não concretize em relação à União Europeia, desde logo, mas não se concretize em geral. Penso que é importante não haver essa escalada, para a paz no mundo", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.

O chefe de Estado, que falava à saída de um fórum jurídico na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, afirmou que "Portugal tem uma posição muito clara" nesta matéria, "contra protecionismos comerciais e fiscais".

"Por isso, defendemos, desde sempre, a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), que foi um processo longo e complexo, e defendemos que não haja neste momento entraves à livre circulação -- que deve ser, naturalmente, dos produtos, como deve ser também das pessoas, mas aqui, concretamente, falando do protecionismo comercial", acrescentou.

"Essa é a posição de Portugal, foi a posição de Portugal", frisou.

O Presidente da República salientou que "a União Europeia, para já, não está objeto de nenhum tipo de medidas protecionistas anunciadas" pela administração norte-americana de Donald Trump, mas expressou preocupação com o contexto global.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "é fundamental para todos, para a humanidade" que haja "uma colaboração entre Estados de todos os continentes e entre organizações regionais", e referiu que essa tem sido a mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
À saída da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o chefe de Estado foi novamente questionado sobre a contestação ao Programa de Apoio Sustentado da Direção-Geral das Artes para o período 2018-2021, mas remeteu eventuais declarações para mais tarde.

"Eu, naturalmente, estarei primeiro com o senhor primeiro-ministro [hoje, na reunião semanal]. Só depois é que, eventualmente, direi alguma coisa sobre essa matéria, nomeadamente aquilo que tem sido mais tratado, que é o teatro", disse.