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Cristas aponta “falhanço rotundo” do Governo com maior aumento da carga fiscal em 23 anos

MANUEL DE ALMEIDA/ LUSA

“O senhor primeiro-ministro mentiu aos portugueses em matéria de neutralidade fiscal”

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta quinta-feira que os dados do INE mostram o "falhanço rotundo" dos objetivos do Governo com o aumento da carga fiscal para o "valor mais elevado dos últimos 23 anos"."Afinal, a carga fiscal aumentou e fixou-se no valor mais elevado dos últimos 23 anos", afirmou Assunção Cristas, argumentando que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram um "falhanço rotundo" dos objetivos do Governo, que "não virou a página da austeridade", mas pratica uma "austeridade encapotada".

No debate quinzenal, no parlamento, António Costa, respondeu que "o aumento da carga fiscal explica-se com o crescimento e aumento do emprego", que estimularam as receitas. Na réplica, a líder do CDS acusou o primeiro-ministro de "desonestidade intelectual" e de mentir aos portugueses "em matéria de neutralidade fiscal" do imposto sobre produtos petrolíferos."A receita de IVA aumentou, aumentou o imposto sobre os combustíveis. O senhor primeiro-ministro mentiu aos portugueses em matéria de neutralidade fiscal. Se olhar para carga fiscal, ela sobe em valores absolutos, em percentagem do PIB e nos impostos indiretos", argumentou Assunção Cristas.

"Pode dizer o que quiser mas os dados são objetivos e incontestados, falhou o seu objetivo, e fê-lo pelos impostos indiretos", acrescentou.
O primeiro-ministro reiterou a sua argumentação e vincou: "Nós sabemos que nestes debates, quando a razão lhe vai faltando, o vocabulário vai resvalando para o insulto". "A senhora deputada confunde as coisas. Há um aumento da receita fiscal, porquê? Aumentamos os impostos sobre os portugueses, sobre as empresas portugueses, aumentámos o IVA sobre os portugueses? Não, não fizemos nada disso. Cada vez que se tiver em conta o aumento da receita sem as contribuições para a Segurança Social, a carga fiscal diminuiu continuadamente de 2015 até agora", declarou.
O primeiro-ministro sublinhou que "a diferença explica-se essencialmente por algo positivo chamado emprego".