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PSD exige ao Governo respostas sobre obras e contratações para hospital de Gaia

JOSÉ COELHO/LUSA

“Esta semana, o país foi confrontado com a disposição de 37 dos diretores de serviço Centro Hospitalar de Gaia/Espinho apresentarem a demissão”, lembram os deputados do PSD

O PSD pediu ao Governo esclarecimentos sobre quando serão iniciadas e concluídas as obras no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) e contratados mais profissionais de saúde, em especial médicos e enfermeiros.

A pergunta, a que a Lusa teve acesso, é endereçada ao ministro da Saúde, mas os deputados do PSD questionam Adalberto Campos Fernandes se as dúvidas dos sociais-democratas “podem melhor ser respondidas pelo senhor ministro das Finanças”, Mário Centeno.

No texto entregue na quinta-feira na Assembleia da República, e assinado pelos deputados do PSD Marco António Costa e Miguel Santos, o PSD recorda outras perguntas que fez anteriormente a que o Governo ou não respondeu ou não prestou os esclarecimentos considerados necessários pelos sociais-democratas.

“Para quando pretende o Governo possibilitar o início efetivo das obras no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, designadamente do Novo Edifício de Ambulatório e do Serviço de Urgência, e em que data ou datas prevê a respetiva conclusão e a entrada ao serviço dos utentes?”, questiona o PSD, que pergunta ainda como se explica que, ao longo de mais de dois anos, não tenham sido realizados estes investimentos.

Por outro lado, o PSD quer saber “que medidas vai o Governo tomar com vista ao reforço do número de profissionais de saúde, em especial médicos e enfermeiros, e em que especialidades”.

Os deputados do PSD salientam que este centro hospitalar “serve uma população direta de cerca de 350 mil habitantes e constitui um hospital de referência para 700 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde”.

“Esta semana, o país foi confrontado com a disposição de 37 dos diretores de serviço Centro Hospitalar de Gaia/Espinho apresentarem a demissão, em protesto contra a degradação das condições de funcionamento em que aquele estabelecimento hospitalar do SNS se encontra”, apontam.

Na terça-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, visitou o hospital de Gaia e referiu-se a “condições caóticas”.

Na quarta-feira, em comunicado conjunto do CHVNG/E e da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) foi anunciado que o Serviço de Urgência deste centro hospitalar vai sofrer uma reorganização até maio e em 60 dias inicia-se a fase B de requalificação das instalações do hospital.

Os responsáveis referem que, concluída em 2016 a fase A de um projeto global de obras, segue-se a adjudicação da fase B de requalificação, sendo que na quarta-feira, esclarece a nota, “foram abertas, pelo júri nomeado para o efeito, as respetivas propostas apresentadas pelos concorrentes, num investimento previsto de 16 milhões de euros”.

É apontado o prazo de 60 dias para início de obras, enquanto a adjudicação da última fase do projeto, a fase C, no valor de 30 milhões de euros está prevista para o último semestre do ano em curso.

A nota remetida pelo CHVNG/E e pela ARS-Norte refere que “em fase de planeamento, encontra-se o Novo Edifício de Ambulatório, com um valor estimado de oito milhões de euros e, por fim, será realizada a remodelação dos 3 pavilhões da Unidade 1, orçamentada em dois milhões de euros. Paralelamente está em curso a reorganização do Serviço de Urgência, cuja conclusão se prevê até ao final do próximo mês de maio”.

A administração do hospital Gaia/Espinho e a ARS-Norte também fala em reforço de recursos humanos, apontando que “o CHVNG/E contratou desde 2015 mais 174 profissionais” e que “se encontra atualmente a proceder à contratação de mais 24 médicos de várias especialidades, contando-se ainda que no ano em curso esta contratação possa vir a ser ainda mais alargada a enfermeiros e outros técnicos”.