Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Esquerda não consegue-se unir-se em relação à Catalunha

Socialistas dividiram-se em voto no Parlamento condenando Espanha. Ex-ministra absteve-se. Ex-secretária de Estado votou a favor.

O voto de condenação do PCP pela prisão de dirigentes políticos na Catalunha foi ontem rejeitado no Parlamento, apesar da divisão de votos da bancada socialista.

A iniciativa do PCP foi votada de forma ‘desdobrada’ em dois pontos e apenas foi aprovado o apelo para "seja encontrada uma solução política para a questão nacional em Espanha, no respeito pela vontade dos seus povos e, consequentemente, da vontade do povo catalão, e da salvaguarda dos direitos sociais e outros direitos democráticos dos povos de Espanha". PCP, BE e PS votaram a favor, PSD e o CDS votaram contra.

Já o primeiro ponto, no qual se condenavam as "medidas repressivas e a deriva autoritária do Governo e autoridades espanholas em relação à situação na Catalunha", foi rejeitado com os votos contra do PSD e CDS e PS, tendo votado favoravelmente PCP, BE, PEV, PAN. O PS dividiu-se, tendo 21 parlamentares votado a favor. Oito abstiveram-se.

Ex-ministra absteve-se

Entre os deputados socialistas que se abstiveram contou-se a ex-ministra Constança Urbano de Sousa, ao contrário do que o Expresso afirmou na sua edição em papel, imputando-lhe um voto contra.

Já a ex-secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Margarida Marques, votou a favor dos dois pontos da condenação do PCP, tal como se indica na notícia, juntamente com outros 20 deputados, entre eles Porfírio Silva e Mário Quintanilha.

O deputado do PS e presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros Sérgio Sousa Pinto criticou as votações, afirmando que em matéria de política externa, o Parlamento parece um “realejo de disparates" e que se deviam procurar mais consensos para se chegar a textos mais equilibrados.