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Russos “furiosos” acusam Proteção Civil de “graves e reiteradas insinuações” no caso Kamov

António Pedro Ferreira

Empresa russa Heliavionicslab, subcontratada pela Everjets para a manutenção dos helicópteros Kamov, diz estar a avaliar as consequências do encerramento das instalações no aeródromo de Ponte de Sor

A Heliavionic, a empresa russa subcontratada pela Everjets para tratar da manutenção dos helicópteros Kamov, desmentiu o alegado desvio de peças do hangar de Ponte de Sor. Na posição tornada pública, acusa a Protecção Civil de "graves e reiteradas insinuações" e garante que nada estava a ser feito diferente da prática habitual.

Em comunicado, a empresa sublinha também que está a avaliar as consequências do encerramento das instalações no aeródromo.

Já o presidente da Everjets – entidade que ganhou um concurso para manter os helicópteros – afirmou que os técnicos russos que estavam a fazer a manutenção das aeronaves “ficaram muito furiosos e abandonaram o país”. Ricardo Dias disse à rádio TSF que, ainda que a Proteção Civil não tenha formalmente feito uma acusação de roubo, “a forma abrupta como foram tomadas de assalto as instalações e retirados os cartões de acesso a toda a gente” indicava que “algo de muito grave se estava ali a passar”. “Na realidade não se estava a passar nada de grave”, acrescentou.

O presidente da Everjets alerta para o risco de os aparelhos ficarem agora parados indefinidamente, estando em causa a sua participação no combate aos incêndios florestais em 2018.

Sobre esta polémica, o ministro da Administração Interna veio apoiar a decisão da Proteção Civil, dizendo que o encerramento das instalações onde os helicópteros estavam a ser reparados “salvaguarda o interesse nacional”.