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Morreu Fernando Antunes da Costa, um dos fundadores do PS

O velório do antigo fundador do PS vai decorrer esta tarde na capela mortuária de Carnaxide, em Oeiras

Fernando Antunes da Costa, um dos fundadores do PS, morreu no domingo, em Lisboa, com 78 anos, disse à agência Lusa uma fonte oficial do partido.

Nascido em Lisboa em 20 de junho de 1939, Fernando Antunes da Costa era o militante número quatro do partido, acrescentou a mesma fonte.

O velório do antigo fundador do PS vai decorrer na capela mortuária de Carnaxide, em Oeiras, das 13h às 18h. A notícia da morte de Fernando Antunes da Costa tinha sido anunciada no domingo à noite pelo deputado João Soares na sua página do Facebook.

"Morreu hoje [domingo] o meu amigo Fernando Antunes Costa. Fundador do PS, segundo a lista elaborada, em 1977, por Tito Morais e Catanho de Menezes", anunciou.

João Soares indicou que Fernando Antunes da Costa viveu nos últimos anos no Lar da Casa Pia, em Lisboa.

"O Luís Vaz e eu, tínhamo-lo visitado, há poucas semanas. Já estava muito debilitado. Muito ativo na minha malograda candidatura a SG [secretário-geral] do PS, contra Sócrates, não esqueço. Foi um bom amigo. Deixo aqui sentido testemunho de respeito pela sua memória", destacou.

Numa entrevista à Ação Socialista a propósito dos 40 anos do PS, Fernando Antunes da Costa considerava que o partido tinha desbravado "os caminhos da liberdade".

"Não foi sozinho (...), mas foi o partido que conseguiu de facto albergar no seu seio pessoas de diferentes origens, sociais e económicas", disse.

Na entrevista, lembrou que o PS tinha um escasso número de militantes ativos em 1973, acabando por ver a sua ideologia ser muito abrangente para a sociedade portuguesa, que estava espoliada materialmente e também politicamente.

"Não havia liberdade, não havia democracia. O ser humano não podia usufruir da liberdade a que todos temos direito", sublinhou.

Quando questionado sobre o que representou para si o 25 de abril de 1974, Fernando Antunes da Costa destacou a euforia pelo momento histórico "em que a liberdade não podia voltar atrás e o domínio económico ia progredir".

"Contudo, no dia 25 à noite quando cheguei a casa e liguei a televisão, tive logo uma deceção enorme. Quando vi os membros que formavam a comissão de salvação nacional e que tinha logo à partida como presidente o senhor Spínola", disse.