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Política

MNE da China visita Portugal em maio e Santos Silva vai à China no final do ano

ANTÓNIO COTRIM

Relação entre Portugal e China decorre sem conflitos. Augusto Santos Silva irá receber o ministro dos Negócios Estrangeiros da China e posteriormente visitará o país asiático. Objetivo: promover os bons resultados do turismo e do ensino entre os dois países

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China visita Portugal em maio e o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, visitará o gigante asiático em outubro ou novembro, anunciou o governante à margem de uma conferência em Lisboa.

"Contamos receber o ministro dos Negócios Estrangeiros da China em maio e estamos a contar que eu próprio possa visitar, no fim de outubro ou princípio de novembro, a China, disse Augusto Santos Silva à margem da conferência internacional Financing Belt and Road ("Nova Rota da Seda"), que decorre esta sexta feira no ISEG, em Lisboa.

A data exata "depende da calendarização da discussão do Orçamento do Estado, mas em função dessa calendarização a visita será provavelmente no fim de outubro", acrescentou o governante português.

A visita mútua dos chefes da diplomacia ainda este ano é mais um passo na crescente aproximação entre os dois países, cujas relações o embaixador chinês em Portugal, Cai Run, disse estarem a atravessar "o melhor momento da história".

Na intervenção na sessão de abertura da conferência sobre o financiamento do megaprojeto chinês "Nova Rota da Seda", o diplomata chinês salientou os nove mil milhões de euros de investimento da China em Portugal no ano passado, que sobem de oito mil milhões de euros em 2016.

Cai Run congratulou-se também com o aumento do número de turistas, para mais de 250 mil no ano passado, e de estudantes nas universidades portuguesas, para mais de 1500.

A "Nova Rota da Seda", um gigantesco projeto de infraestruturas, foi lançada em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e inclui uma malha ferroviária intercontinental, novos portos, aeroportos, centrais elétricas e zonas de comércio livre, visando ressuscitar vias comercias que remontam ao Império romano e eram então percorridas por caravanas.