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Rio lamenta “desproporção brutal” que levou à demissão de Barreiras Duarte

NUNO FOX/LUSA

Líder do PSD dá como encerrado o caso da demissão de Feliciano Barreiras Duarte e lamenta o impacto mediático que teve

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou esta quinta-feira que a mudança no cargo de secretário-geral do partido que teve que operar na sequência da demissão de Feliciano Barreiras Duarte se deveu a uma "desproporção brutal" do caso.

Em entrevista à Agência Lusa, em Bruxelas, antes de participar pela primeira vez numa reunião do Partido Popular Europeu (PPE), Rui Rio, questionado sobre a demissão de Barreiras Duarte e a consequente nomeação de José Silvano para secretário-geral do PSD, comentou que "se há coisa que aconteceu foi ter havido uma desproporção brutal entre aquilo que pudesse ser ou que era o problema e aquilo que foi o impacto mediático, que foi de uma desproporção absolutamente exagerada".

"E todos vão ver com o decorrer do tempo, porque o tempo é o melhor conselheiro, que eu tenho razão. Houve uma desproporção brutal e, portanto, a última coisa que eu tenho a fazer é aumentar a desproporção. Portanto, o problema está resolvido, ponto final parágrafo", disse o presidente do PSD.

Na passada segunda-feira, o deputado José Silvano foi indicado como o novo secretário-geral do PSD, depois de, no domingo, Feliciano Barreiras Duarte ter anunciado a sua demissão de "forma irrevogável" ao presidente do partido, após uma semana de notícias sobre irregularidades no seu currículo e uma alegada falsidade na morada que indicou no Parlamento.

Em comunicado, Barreiras Duarte considerou que os "ataques" de que estava a ser alvo o prejudicaram gravemente e à sua família, bem como a direção do PSD.

Esta foi a primeira baixa na direção do novo presidente do PSD e acontece exatamente um mês depois do Congresso do partido, que se realizou entre 16 e 18 de fevereiro.