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“Este não é um relatório de avaliação criminal”

João Guerreiro, presidente da comissão técnica independente

Foto Ana Baião

João Guerreiro, presidente da comissão técnica independente responsável pelo relatório sobre os incêndios de outubro, defendeu que as conclusões devem ser analisadas e investigadas, recusando apontar culpados

João Guerreiro, presidente da comissão técnica independente (CPI) responsável pelo relatório sobre os incêndios de outubro, defendeu que o documento esta terça-feira entregue no Parlamento “não é um relatório de avaliação criminal”. Em entrevista à SIC Notícias, esta quarta-feira à noite, referiu que a morte das 48 pessoas não pode passar “impune”.

Tentámos quanto possível, através de opiniões recolhidas e informação por escrito, caracterizar o que aconteceu”, disse João Guerreiro.

Quando questionado sobre facto de a EDP ter rejeitado qualquer hipótese de negligência nos fogos de outubro (como é referido no relatório), respondeu que o diálogo com a empresa não nos compete”.

João Guerreiro lembrou que o trabalho da comissão passa pela elaboração do relatório e apresentação de sugestões e recomendações. “Fazemos o levantamento, a análise e avaliação da situação”, disse. “O pedido da CPI é que o relatório seja analisado, que sejam vistas as recomendações, admito que algumas hoje em dia já estejam adotadas.”

Com a entrega do documento no Parlamento, a CPI extinguiu-se. “O relatório de Pedrógão suscitou algumas dúvidas e foram constituídos arguidos. Não posso assegurar que é isso que vai acontecer, mas seria normal que acontecesse. As sugestões que colocámos no relatório devem ser debatidas. O relatório de Pedrogão teve esse mérito: conseguir que muitas das sugestões fossem aceites.”