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Política

Guterres: manifestações de racismo, xenofobia e ódio anti-muçulmano não chegaram à vida política portuguesa

Mário Cruz/ Lusa

O secretário-geral da ONU sublinhou que esta realidade distingue Portugal de “outros países europeus”

Nuno Ramalho

“Todas as sociedades serão multi-culturais, multi-étnicas e multi-religiosas”, considerou António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas (ONU), sublinhando ser fundamental o investimento político, cultural e religioso para que o pluralismo seja efetivo, não apenas a diversidade. Esta sexta-feira, Guterres esteve presente nos Encontros de Reflexão, organizados pela Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL), que está a assinalar o 50º aniversário.

Guterres reconheceu que, na sociedade portuguesa, também há manifestações de racismo, de xenofobia, de ódio anti-islâmico, mas saúda o “investimento no sentido de evitar que essas manifestações penetrem no centro da nossa vida política; o que nos distingue de outros países europeus".

“Para mim, é inquestionável que todas às sociedades do mundo são já - ou serão, inevitavelmente, em breve - multi-étnicas, multi-culturais e multi-religiosas (...) esta é a realidade que vamos viver cada vez mais, e isso é bom”, afirmava, defendendo que a diversidade é uma fonte de riqueza e não uma ameaça.

No entanto, o secretário-geral da ONU sublinhou que diversidade não significa pluralismo e que tem de haver um investimento político, social e religioso para que exista coesão social em todas as etnias, culturas e religiões de cada sociedade.