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Política

CDS-PP questiona Governo sobre funcionamento da Pediatria do hospital de Évora

Pediatras da unidade alertaram recentemente para o risco de rotura da urgência

O CDS-PP questionou o Governo sobre o funcionamento do Serviço de Pediatria do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), depois de os pediatras da unidade terem alertado para o risco de rotura da urgência.

Dirigida ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, a pergunta, enviada esta sexta-feira à agência Lusa pelas estruturas locais do CDS-PP, foi subscrita pelos deputados António Carlos Monteiro, Isabel Galriça Neto e Teresa Caeiro.

Na pergunta, os deputados democratas-cristãos citam as queixas dos médicos e questionam o ministro da tutela se confirma a situação de rotura do serviço e que medidas vão ser tomadas para fazer face aos problemas.

"Está em condições de garantir que é assegurada a qualidade do serviço médico/assistencial prestado naquele serviço" perguntam, apresentando mais questões relacionadas com alegados problemas noutros serviços do HESE.

Os deputados do CDS-PP dizem ter tido conhecimento de que "há outros serviços com graves constrangimentos, nomeadamente os de anestesiologia, ortopedia e oncologia, falta de camas nos vários serviços e que houve uma redução drástica nas intervenções cirúrgicas".

"Dada a gravidade da situação e da exposição de questões muito graves e limitativas do normal e desejável funcionamento do serviço de Pediatria do HESE, o CDS-PP considera ser imprescindível obter esclarecimentos da parte do ministro", acrescentam.

A tomada de posição dos médicos do HESE, datada da passada sexta-feira e à qual a agência Lusa teve acesso na segunda-feira, é assinada por 21 dos 22 pediatras do hospital (apenas não assinou um profissional que está de baixa).

Os clínicos alertam para o risco de rotura da Urgência Pediátrica, devido à falta de especialistas, e dão conta do seu "descontentamento com as condições de trabalho e de assistência" existentes na unidade.

"Temos atualmente uma equipa exausta, envelhecida, insuficiente para assegurar as necessidades do serviço" e que "trabalha para além dos limites legais e humanamente razoáveis", avisam, frisando: "A escala de Urgência de Pediatria está atualmente em rotura", arriscando-se a ficar, "já este mês", com "períodos de 12 horas sem pediatra".

O documento foi enviado para o conselho de administração do HESE, Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, Ordem dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos.

Na segunda-feira, o presidente da ARS do Alentejo, José Robalo, disse à Lusa que, como solução "imediata" e de "curto prazo", o HESE vai "tentar" contratar mais pediatras em regime de prestação de serviços para impedir a rotura da urgência.