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Jerónimo de Sousa sobre relação entre Governo e BE: “Não me importo de não ser o primeiro”

MANUEL DE ALMEIDA/ LUSA

Jerónimo de Sousa questionou o primeiro-ministro sobre incêndios e anunciou um projeto de lei para reverter PPP. Costa corrigiu-se depois de ter dito que Catarina Martins seria a primeira a saber de novidades em matéria laboral: “Eu até corrigi e disse dois primeiros, quando vi o olhar fulminante de Carlos César”

Jerónimo de Sousa questionou na tarde desta quinta-feira, no debate quinzenal, o primeiro-ministro sobre as medidas sobre legislação laboral que foram chumbadas pelo PS esta semana. Algumas delas mereciam o acordo do Governo, mas o Executivo quer apresentar as suas próprias propostas em sede de concertação social a 23 de março, anunciou António Costa, falando de um problema de "timing".

"Poderia ter votado a favor na generalidade, que não impediria a dinâmica de diálogo. PSD e CDS vieram a correr apoiar", acusou Jerónimo de Sousa. Em relação a exigências como as relativas às longas carreiras contributivas, que já tinham sido feitas pelo BE, Costa tinha momentos antes respondido que Catarina Martins seria das primeiras a saber de novidades.

Foi quando Jerónimo de Sousa referiu o mesmo tema que se deu um dos momentos mais caricatos do debate. "Não me importo de não ser o primeiro", ironizou o líder do PCP. "Eu até corrigi e disse dois primeiros, quando vi o olhar fulminante de Carlos César", respondeu Costa, provocando risos nas bancadas.

O secretário-geral do PCP aproveitou ainda para sublinhar a importância de reordenar o território, num debate em que o Governo escolheu como tema os incêndios e a proteção da floresta, na prevenção e no combate. "Temos de fazer um grande esforço quanto à limpeza, que está a ser feito", defendeu Costa.

O "escândalo que são as PPP" também foi lembrado por Jerónimo de Sousa, falando dos grupos económicos que acumulam lucros a propósito das notícias que dão conta da necessidade de obras na ponte 25 de abril. Por isso, o PCP aproveitou para falar do projeto que apresenta esta quinta-feira para "determinar a redução de encargos e a reversão das PPP", onde se prevê que este ano o Governo faça os esforços necessários para reverter os contratos.

A Soflusa e a Transtejo foram outros exemplos usados pelo PCP, com Costa a reconhecer que com a falta de barcos se vivem situações "dramáticas", em parte por causa da "ausência de manutenção ao longo de vários anos" e disse que o Ministério do Ambiente tem um "conjunto de medidas" previsto para resolver estes problemas.