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Rio quer debate urgente sobre má gestão na saúde. Sobre Feliciano Duarte não vai “falar em cada esquina”

TIAGO PETINGA

Líder do PSD reuniu, esta quarta-feira, com bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e concluiu que Ministério da Saúde não precisa de mais recursos mas de uma gestão eficiente. Sobre a investigação da PGR ao currículo do secretáro-geral do PSD afirma que já disse o que tinha a dizer

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Rui Rio encontrou-se, esta quarta-feira, no Porto com Miguel Guimarães para fazer um diagnóstico sobre o que vai mal no estado da saúde em Portugal. Após quase duas horas de reunião, o líder do PSD afirmou que o partido está preocupado com a “gestão deficiente” do Ministério da Saúde, responsável pela dívida no setor, pela falta de médicos e de listas de espera.

“Mais do que recursos, que são sempre escassos mas são o que são, o que está em causa é uma gestão deficiente das unidades de saúde, hospitais”, conclui Rio, que quer a questão debatida urgentemente no parlamento e uma resposta do Governo ao problema. O presidente do PSD afirma que o que se espera de Adalberto Campos, é que faça melhor “o que o que tem feito mal”, defendendo que o Ministério da Saúde tem de saber gerir os meios disponíveis.

Rui Rio refere que o PSD não vai exigir do Governo mais meios do que o país está a dar, para travar “a degradação do SNS”, mas que inverta o “claro e enorme défice de gestão na saúde”. “O que falta sobretudo é otimização de recursos e equilíbrio na contratualização de médicos”, sustenta, advertindo o Governo a contratualizar menos com os privados e a fazer mais mais e melhor com o meios públicos disponíveis.

Sobre o inquérito da PGR ao currículo académico de Feliciano Barreiras Duarte, entretanto corrigido pelo próprio, Rui Rio escusou-se a tecer comentários, afirmando que já disse o que tinha a dizer sobre o caso, que “não irá comentar em cada esquina”.