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Nuno Melo será cabeça de lista do CDS às eleições europeias

FERNANDO VELUDO / NFACTOS exclusivo para EXPRESSO

Eurodeputado do CDS vai encabeçar lista às eleições do próximo ano. No congresso, deixou recados a Rio e muitos ataques ao Bloco de Esquerda, a quem deixa a sua 'caridade cristã'

O eurodeputado do CDS Nuno Melo será o cabeça de lista dos centristas nas eleições europeias do próximo ano. A novidade foi avançada por Assunção Cristas, que voltou ao palco do congresso do CDS, em Lamego, para chamar Nuno Melo ao palco e destacar qualidades do centrista como as 'palavras vigorosas' ou o 'espírito combativo'.

Nuno Melo é neste momento o único eurodeputado do CDS, eleito nas últimas eleições europeias, para as quais os centristas concorreram ao lado do PSD. Desta vez, o CDS antecipou-se e já anunciou que concorre sozinho, como fez em Lisboa, nas autárquicas. O objetivo para todas as eleições que se seguem é conquistar o máximo de votos possível para depois somá-los à direita e conseguir uma maioria, como Cristas tem frisado uma e outra vez.

Depois de ser chamado ao palco por Assunção Cristas, Nuno Melo fez um dos mais longos e aplaudidos discursos do dia. Recheou-o de críticas à esquerda e, mais especificamente, ao Bloco de Esquerda, com quem disse que só seria possível fazer pactos com o 'belzebú' e não de 'regime'.

Um dos momentos que levantaram mais congressistas das cadeiras aconteceu quando Nuno Melo lembrou uma recente publicação no Twitter de Joana Mortágua em que a bloquista dizia 'gostar' de não ver o Cristo-rei a caminho de Almada, acompanhado por uma fotografia que mostrava a ponte em dia de nevoeiro. 'Queria ao BE deixar toda a minha caridade cristã', respondeu, perante um aplauso generalizado. E de novo, um ataque aos bloquistas: 'Há quem defenda uma aproximação ao PS. Parece que está na moda. Mas nós não somos o BE da direita'.

Também Rui Rio teve direito a recados: Nuno Melo quis deixar claro que o CDS não está 'equidistante do PS e do PSD', e que está 'mesmo muito distante deste PS'. De seguida, 'um grande abraço a Pedro Passos Coelho', com quem o CDS esteve no Governo em momentos 'difíceis', e uma 'saudação democrática' a Rio.