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Cristas: “Sim, é possível disputar a primeira liga!”

FERNANDO VELUDO / NFACTOS exclusivo para EXPRESSO

Na primeira intervenção que fez no congresso do CDS, Assunção Cristas respondeu aos críticos e apresentou o CDS como primeira alternativa à direita. Governo PS é “muito poucochinho para o país”

Começou por fazer uma lista das propostas e atividades do partido nestes dois anos, mas foi quando respondeu aos críticos que a têm acusado de abusar no pragmatismo que Cristas arrancou o primeiro grande aplauso à sala: “Que não haja qualquer dúvida: o meu CDS é o CDS que tem a democracia-cristã como eixo da roda e se assume como a casa do centro e da direita das liberdades”.

“Sou pragmática? Sou”, prosseguiu Cristas, na primeira intervenção que fez no congresso do partido, em Lamego. “Sou uma pessoa de ação, de concretização (...). É por isso que falo em quotidiano, é por isso que falo em propostas”, justificou. Até porque, para Cristas, os valores não são para estar “numa prateleira ou vitrine”: “Não esqueço nem o nosso programa nem a nossa história, mas não me peçam, por um segundo que seja, que me perca em discussões e me esqueça de quem precisa de ajuda”.

É essa posição que colocará o CDS ao primeiro lugar na oposição, defendeu a líder centrista de forma repetida, durante todo o discurso. Por isso, anunciou, o partido irá levar a votos no Parlamento o Programa de Estabilidade “que enforma o próximo Orçamento do Estado”, como aliás já tinha feito no ano passado. É mais uma posição que, acredita, mostra a liderança do CDS na oposição, como provam os resultados eleitorais do partido nestes dois anos. “Com tudo isto, sim, é possível chegar a outro patamar! Sim, é possível disputar a primeira liga!”.

Elencadas as medidas e prioridades escolhidas pelo partido nos seus primeiros dois anos de liderança - combater a pobreza também pela criação de emprego, criar um país amigo da família, compreender e valorizar a globalidade do nosso território, dar centralidade à cultura apostar num Estado Social de parceria e garantir a qualidade da Justiça - e elogiando o partido por não ter estado “parado um só minuto”, Cristas passou ao ataque, batizando a maioria parlamentar de esquerda como “o Governo das esquerdas encostadas”, que “ora encostam ora ameaçam desencostar”.

A líder centrista apresentou o CDS como “uma alternativa ao Governo das esquerdas encostadas que gere o dia-a-dia e não tem uma visão de futuro para o país, um Governo imobilista, que não vê a mudança do mundo que entra pelos olhos dentro”. E acrescentou: “Uma alternativa a um Governo das esquerdas encostadas que é muito poucochinho para o nosso país”.

Por isso, resumiu Cristas, e depois de lembrar que muitos duvidaram de se a sua estratégia resultaria em Lisboa e assim conseguiu o melhor resultado de sempre para o partido, é preciso acreditar na capacidade de “jogar por antecipação” e preparação do partido: “Neste congresso todos ficarão a saber, de forma clara e inequívoca, que o CDS é a alternativa (...) Queremos ser o primeiro partido no espaço do centro e da direita, sem hesitações, sem complexos”.