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Pizarro recandidata-se à distrital do Porto com a missão de o PS somar mais votos que PSD e CDS juntos nas legislativas

Federações do PS vão a votos este sábado. De novo sem concorrência, Manuel Pizarro, líder da maior distrital do país, volta às urnas tendo por bandeira maior a descentralização

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Pela segunda vez consecutiva, Manuel Pizarro é candidato único à Federação do PS/Porto, apresentando-se a sufrágio com o apoio de 10 dos 11 autarcas rosa do distrito, entre os quais o líder da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, nº2 e de novo candidato a vice presidente da distrital. O presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, é o único não alinhado com a estratégia de Pizarro, que garante que se recandidataria mesmo que tivesse surgido uma candidatura alternativa às eleições deste sábado.

“O PS é um partido plural e fraco é o político que decide avançar em função de ter ou não oposição", afirma o vereador da Câmara do Porto, que diz concorrer moralizado pela “concretização de todos os objetivos” a que se propôs na distrital no mandato que agora finda. Manuel Pizarro destaca a vitória rosa de 11 das 18 câmaras municipais do distrito, a recuperação da liderança da área metropolitana do Porto após duas décadas de domínio social-democrata e a conquista da Comunidade Intermunicipal da sub-região do Tâmega e Sousa.

Nas autárquicas de outubro, apesar de o PS ter voltado a sair derrota na Câmara do Porto, Pizarro lembra que, mesmo fragilizado pela rutura com Rui Moreira, o partido reforçou a sua posição na autarquia de três para quatro vereadores e “provou que é o maior força partidária do distrito”. Para o próximo mandato, apresenta como lema da sua moção política "Renovar a Confiança, Por um Norte mais Forte" e como principal bandeira a descentralização efetiva do país, sem perder de vista a regionalização a médio prazo.

O líder da maior distrital do país, com 8.869 militantes inscritos nos cadernos eleitorais, afirma que a distrital compromete-se a ter uma intervenção ativa na agenda Portugal 2030 e no enquadramento dos fundos europeus. Na moção que será apresentada no Congresso da Federação do PS/Porto, dia 24 de março, em Paredes, que contará com a presença de António Costa, Pizarro vai assumir ainda a missão de o partido somar mais votos do que o PSD e CDS juntos nas eleições legislativas de 2019.

Nas diretas das 19 federações do PS, a realizar este sábado, 13 distritais vão a votos com um único candidato, depois do apelo ao consenso por parte do secretário-geral. Em Bragança a disputa será a três, tal como na Guarda e Leiria. Na distrital de Aveiro sai o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, candidatando-se ao lugar Pedro Vaz e Jorge Sequeira, autarca de São João da Madeira. Em Viana do Castelo recandidata-se Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha, contra José Emílio Viana.

Em Coimbra avança de novo Pedro Coimbra, tendo agora por adversário o autarca da Lousã Luís Antunes. Em Lisboa está de saída Marcos Perestrello, secretário de Estado da Defesa Nacional, mas a sucessão é pacífica: avança Duarte Cordeiro, vice da Câmara de Lisboa.