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Política

CDS vai ter canal de televisão próprio

Centristas lançam a CDS TV no Congresso, que já terá direito a cobertura em direto

Assunção Cristas está sentada a uma secretária, num estudo de televisão, virada de frente para as câmaras mas sem nenhum jornalista pelo meio. A imagem não é habitual, mas serve para apresentar a mais recente iniciativa do CDS: o partido vai lançar um canal de televisão próprio, cujos conteúdos estarão disponíveis no Youtube.

Oficialmente, o partido irá anunciar a criação do canal, o CDS TV, no Congresso que se realiza este fim de semana, em Lamego. Até porque será já no conclave que farão a própria cobertura televisiva. "Essa emissão não se limitará à transmissão dos discursos e terá momentos de reportagem, entrevista, comentário e debate", informa um comunicado dos centristas enviado às redações.

Os centristas acreditam que "na política, tão importante quanto fazer é comunicar, mostrar e explicar o que fazemos". Por isso, passam agora ao domínio audiovisual, com o dirigente e deputado João Almeida aos comandos do projeto. A ideia é seguir toda a atividade do partido, da direção às autarquias, passando pela Juventude Popular.

No vídeo de apresentação da iniciativa enviado às redações é Cristas que apresenta o projeto, a partir de um estúdio de televisão.

  • O que Cristas quer no Congresso (e o que vai ouvir)

    No CDS, fala-se do Congresso marcado para sábado e domingo, em Lamego, como um momento de confirmação da líder, Assunção Cristas – o que não significa que não se ouçam por lá ideias diferentes e até haja quem se defina como oposição à liderança atual. Há dois anos, em Gondomar, Cristas era eleita presidente do CDS e levava uma moção que diz continuar válida, pelo que os seus objetivos se manterão neste conclave. Ao mesmo tempo, haverá quem a queira contrariar ou, em certa medida, desafiar, trazendo para cima da mesa temas como o “abandono” da matriz original do partido, a reforma do sistema político ou a posição da líder sobre os temas ditos fraturantes, como a eutanásia ou o aborto