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Rui Rio não “notou” convulsões na bancada do PSD

TIAGO MIRANDA

Apesar das fortes críticas feitas na primeira reunião com os deputados, Rio garante que o encontro correu da melhor forma. Quanto aos deputados desalinhados, há “três ou quatro” que daqui a “quinze dias estarão completamente alinhados”

O balanço que Rui RIo faz da primeira reunião com a bancada parlamentar do PSD? “Aconteceu mais ou menos aquilo que eu já estava à espera, porque já cá ando há muitos anos. Há uma realidade lá dentro e outra cá fora”, esta última “difundida pela comunicação social”.

Ou seja, à saída da longa reunião (durou três horas e meia), Rio assegurou que não “notou” nenhuma convulsão na bancada (“bem pelo contrário”, acrescentou) uma vez que na quarta-feira tinha desvalorizado qualquer “convulsãozita” que pudesse ainda haver no grupo parlamentar. E negou que tivesse havido “muitas críticas”. Isto apesar de, durante a reunião, terem sido noticiadas várias intervenções duras contra Rio: Teresa Morais criticou a escolha de Elina Fraga para a direção do partido, Luís Montenegro a aproximação ao PS e Carlos Abreu Amorim quis que Rio pedisse desculpa por exageros na linguagem contra os deputados, à semelhança do que fez Negrão na semana passada.

Apesar de falar dessas duas realidades, Rio não desmentiu as informações noticiadas e aproveitou para esclarecer a frase que teria dito na reunião à porta fechada sobre ser preciso, para ganhar eleições, que alguém as perca. Questionado sobre se isto seria uma espécie de desistência antecipada para as próximas legislativas, explicou-se e acrescentou: “Qualquer coisa que e diga pode ser entendida ao contrário”. Sobre as críticas à escolha de Elina Fraga, que disse terem sido feitas “nas entrelinhas”, disse estarem “pacificadas”.

Rio assegurou “não ver como é que a reunião podia ter corrido melhor” - só com “aplausos” de pé, ironizou. E disse que continua a contar os 89 deputados do PSD, considerado que só há “três ou quatro” que vão “demorar mais uns 15 dias a estarem completamente alinhados”. A interação com o grupo parlamentar vai ser, de resto, “muito estreita” no futuro próximo, garantiu.

Mais novidades para a espécie de governo-sombra que está a organizar ficam para daqui a cerca de “duas semanas”, quando anunciará os nomes que vão compor a estrutura e que poderão coincidir com alguns deputados ou membros da direção nacional, admitiu. Para cada uma das 16 áreas setoriais haverá um coordenador, tipo “chairman”, e um porta-voz com funções mais executivas que será o “verdadeiro motor” nessa área.