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Política

Marcelo pede “oposição muito forte”

António Pedro Ferreira

O Presidente da República esteve esta manhã em Alfragide para celebrar o Dia da Mulher com mais de 150 operárias têxteis. Apelou à paridade de género em matérias laborais e falou sobre a atualidade, para desaconselhar “alarmismos” no que diz respeito às obras da ponte

Marcelo Rebelo de Sousa esteve esta quinta-feira na fábrica de textêis do Grupo Diniz & Cruz, para celebrar o dia com "mulheres que não aparecem na televisão", e aproveitou para falar à comunicação social sobre Governo, oposição e as obras urgentes que são necessárias na ponte 25 de abril.

“Espero que as obras comecem rapidamente. Para o Governo reagir tão depressa é porque se justifica", considerou esta segunda-feira Marcelo Rebelo de Sousa, reagindo às notícias sobre a necessidade de uma intervenção na ponte 25 de Abril. Mas o Presidente da República desaconselhou “alarmismos”: "Se houvesse risco de colapso, a ponte estava fechada, como é natural".

Depois da visita à fábrica de textêis do Grupo Diniz & Cruz, o Presidente refletiu sobre as disparidades salariais no nosso país, lembrando que "aumentou o número de mulheres empregadas em Portugal", mas também "a diferença no nível salarial em relação aos homens".

António Pedro Ferreira

Para solucionar a contradição - a de que ter mais mulheres a trabalhar aumente a desigualdade salarial entre géneros - Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ser um "defensor das quotas", mas garantiu que estas não são suficientes. "É preciso, depois, ter a garantia que, culturalmente, a sociedade acompanha essa mudança (...) que a lei passe à prática em termos económicos e sociais".

Marcelo aproveitou ainda para deixar uma mensagem ao governo, lembrando que as primeiras eleições são já daqui a um ano e que será necessária "uma área de governo muito forte e uma área de oposição muito forte", para evitar brechas por entrem "demagogos, populistas", em clara alusão às recentes eleições.