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Críticas “duras” e uma “lição superior de política” a Rio na primeira reunião com deputados

NUNO FOX/LUSA

Rui Rio está a reunir pela primeira vez com os deputados do PSD, mas nem todos lhe dão as boas-vindas. Escolha de Elina Fraga foi contestada. Carlos Abreu Amorim pediu que Rio pedisse desculpas, imitando a atitude de Negrão na semana passada

Rui Rio está a reunir pela primeira vez com o grupo parlamentar do PSD mas, apesar de ter esta quarta-feira desvalorizado a 'convulsãozita' sentida na bancada, nem todos os deputados decidiram facilitar-lhe a vida nesta primeira reunião.

Deputados presentes na reunião da bancada descreveram ao Expresso o tom 'duro' usado pelos deputados para se dirigirem a Rio. Neste primeiro confronto, Teresa Morais aproveitou a presença de Rui Rio para contestar a polémica escolha de Elina Fraga para a direção do partido, numa intervenção descrita por um parlamentar como 'muito dura' e que mereceu resposta de Rio.

Não foi a única: segundo um deputado ali presente, Luís Montenegro interveio para dar 'uma lição superior de política', citando as frases que Rui Rio já disse sobre o grupo parlamentar para o criticar. Falou também da 'armadilha' dos possíveis acordos com o PS, recorrendo de novo a citações, desta vez de Carlos César, para mostrar que o líder parlamentar mostrou abertura aos acordos para os quais também BE e PCP se mostrem abertos.

Carlos Abreu Amorim chegou mesmo a pedir a Rio que seguisse o exemplo de Fernando Negrão e pedisse desculpa à bancada - Negrão fê-lo na semana passada, na primeira reunião com o grupo parlamentar, depois de ter acusado parte da bancada de 'falta de ética'; Abreu Amorim quis que também Rio se desculpasse por 'excessos de linguagem'.

Rui RIo já disse, depois de a bancada se ter mostrado dividida na curta eleição de Fernando Negrão como líder, que conta com os deputados que 'quiserem colaborar' e veio esta quarta-feira desvalorizar a 'convulsãozita' sentida no grupo parlamentar.

A reunião acontece um dia depois de Rio ter anunciado a criação de uma estrutura estilo governo-sombra, tal como o Expresso já tinha noticiado, que poderá esvaziar as funções da bancada social-democrata. Rio explicou na quarta-feira que nem sempre os deputados afetos a cada área são especialistas e que cada uma das 16 áreas setoriais que escolheu passarão assim a ter um porta-voz oficial.