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Política

Governo quer investimento global de 3% em investigação até 2030

MANUEL DE ALMEIDA/LOUSA

Primeiro-ministro aproveita debate quinzenal para antecipar bases da estratégia de inovação, desenvolvimento, conhecimento e qualificação de recursos humanos que será aprovada quinta-feira em Conselho de Ministros

O Governo vai aprovar esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, "uma nova estratégia de inovação para Portugal 2018-2030", que pretende, entre outras coisas, "atingir um investimento global em investigação e desenvolvimento de 3% até 2030, dos quais dois terços correspondam a despesa privada" e "democratizar o acesso ao ensino superior", com vista a "alargar para 50% o número de graduados na faixa etárias entre os 30 e os 34 anos".

A informação foi avançada pelo primeiro-ministro no discurso de abertura do debate quinzenal desta quarta-feira, subordinado ao tema da Economia, Inovação e Conhecimento. No arranque dos trabalhos, António Costa antecipou ainda a constituição dos primeiros seis laboratórios colaborativos que associam instituições científicas e académicas ao sector produtivo ou o reforço da Iniciativa Nacional Competências Digitais, no âmbito da aposta em "formação avançada e formação técnica especializada de nível superior".

"Se queremos continuar a criar mais e melhor emprego, se queremos uma década de convergência sustentada com a UE, se queremos aumentar o peso das nossas exportações para 50% do PIB, temos de uma vez por todas de nos mobilizar determinada, persistente e continuadamente para construir uma sociedade do conhecimento e uma economia da inovação", defendeu o primeiro-ministro, depois de ter defendido que "não há preconceito ideológico que possa contradizer" a melhoria global do país.

"Os factos vão reforçando a certeza de que a estratégia que esta maioria seguiu era, e é, a estratégia certa. O país prosperou e tem hoje mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade, com finanças públicas equilibradas e sem desvios aos a compromissos assumidos perante os portugueses e as instituições internacionais", argumentou, num discurso em que começou por saudar "as boas notícias" sobre o crescimento económico de 2,7% em 2017, "acima da média da zona euro e da própria União Europeia".