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“Escreveram ‘gay’ num cartaz meu. Pedi que não o substituíssem, não era mentira”

Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do CDS, fala sobre a sua homossexualidade numa entrevista de vida ao Expresso

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Texto

Jornalista da secção Política

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotos

Fotojornalista

Pela primeira vez um alto dirigente de um partido português fala publicamente sobre a sua homossexualidade. Porque, diz, não lhe ocorre esconder esse facto na primeira entrevista de vida que dá. Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do CDS, conta como essa questão surgiu na sua campanha eleitoral na Covilhã, no ano passado, e como lidou com ela “com naturalidade”.

"Em junho, escreveram 'gay' num cartaz meu que estava num cruzamento muito movimentado. (...) Pedi que não o substituíssem porque não era mentira. Se alguém da minha equipa achasse que isto era um problema, que saísse. Ninguém saiu. E o cartaz lá ficou quatro meses. Passei por ele centenas de vezes e nunca me arrependi de o não ter tirado."

Na entrevista de vida ao Expresso deste sábado, o dirigente do CDS assume-se como liberal num partido que reúne conservadores e democratas-cristão e fala do que aprendeu sobre tolerância crescendo numa família que tinha gente que ia do CDS ao MRPP. E defende a liberdade como valor primeiro, que "vem antes da própria vida".

Saiba mais na edição deste sábado do Expresso.