Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Parlamento chumba semáforos nutricionais e cancerígenos nos alimentos embalados

Justin Sullivan / Getty Images

Na recomendação apresentada pelo PAN para um semáforo nutricional e cancerígeno, só o BE e o PAN votaram favoravelmente

O Parlamento aprovou esta sexta-feira uma recomendação ao Governo para que estude um esquema complementar de informação nutricional dos alimentos embalados, chumbando os "semáforos" nutricionais e cancerígenos propostos por BE e PAN.

O projeto de resolução do BE para um semáforo nutricional foi chumbado com os votos contra do PS e PCP, a abstenção do PSD e do CDS, e os votos favoráveis do BE, PAN, PEV e do deputado independente da bancada socialista Paulo Trigo Pereira.

Na recomendação apresentada pelo PAN para um semáforo nutricional e cancerígeno, só o BE e o PAN votaram favoravelmente.

Na discussão que decorreu esta sexta-feira de manhã em plenário, PS, PSD, CDS criticaram a ideia do semáforo no contexto do mercado único europeu, argumentando que pode constituir uma discriminação dos produtos portugueses.

O PCP, além de sublinhar que o simplismo da medida poderia levar a que não se consumissem produtos que devem ser consumidos com moderação, vincou também a ideia de que tal sistema prejudicaria os produtos portugueses de enchidos ou laticínios.

O deputado comunista João Ramos sublinhou a "importância da dieta mediterrânica na saúde dos portugueses", defendendo o projeto de resolução do PCP para realização de uma campanha nacional de promoção e valorização da dieta mediterrânica.

Esta recomendação foi aprovada, contando apenas com a abstenção do PAN.

  • O que comemos pode influenciar a forma como o cancro se espalha (ou não espalha)

    Cientistas de Cambridge estudaram o impacto da asparagina no alastramento de um tipo agressivo de cancro de mama em ratinhos e apuraram que uma dieta baixa nesse aminoácido trava o tumor. Especialistas alertam que doentes oncológicos não devem mudar a sua dieta de forma drástica por causa da descoberta, que ainda tem de ser testada em humanos

  • Cancro. “O Estado não sabe administrar o preço dos medicamentos”

    No dia mundial da luta contra o cancro, Francisco Ramos, presidente do IPO Lisboa, fala da doença, do custo dos novos medicamentos, da pressão dos laboratórios. "O IPO gastou meio milhão de euros num medicamento para um doente durante um ano". A indústria da saúde e do medicamento é "uma das mais rentáveis", a par do armamento, sublinha em entrevista ao DN/TSF