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Política

Nuno Magalhães: “É altura de BE, PCP e BEV serem membros desta maioria não só à segunda, quarta e à sexta”

Marcos Borga

O líder parlamentar do CDS fez um resumo do ano centrista e deixou (muitos) recados à esquerda. Os centristas estão preparados para assumir consensos, mas fartos das “aparentes zangas” das “comadres” à esquerda

Início do ano, primeiro dia de jornadas parlamentares, altura de balanço por excelência. Foi isso mesmo que o líder da bancada do CDS, Nuno Magalhães, decidiu fazer na intervenção que marcou o início do encontro, em Setúbal: um resumo do que correu bem no ano que passou – relembrando, claro, o resultado “excelente” de Assunção Cristas em Lisboa e as “quase 100 propostas de alteração” do CDS ao Orçamento – e do que correu mal – à geringonça que só o é às ‘segundas, quartas e sextas’ e ao Governo que esconde a “austeridade de esquerda”.

Depois de um almoço que reuniu os deputados centristas e alguns empresários, uma vez que um dos pratos fortes destas jornadas é o tema do investimento, Nuno Magalhães tomou o microfone e começou por recordar o “esforço” e “capacidade de mobilização” que os deputados demonstraram nas autárquicas. E nova palavra de apreço porque se “empenharam particularmente no processo orçamental”, apesar dos “truques”, “simulações”, “aparentes zangas e aparentes verdades que se foram sabendo” entre as “comadres”, ou seja, entre os partidos de esquerda.

O CDS não esquece que de quase uma centena de propostas não houve uma única que o PS aprovasse durante a negociação do Orçamento do Estado, como o líder parlamentar voltou a frisar. “Se isto não é sectarismo político, o que será? Caiu a máscara do PS”. E um aviso dirigido a Costa: “Se pensa que isso nos vai fazer desistir, desengane-se”. Até porque os centristas dizem estar prontos para consensos nas áreas estruturantes, incluindo a reforma florestal ou a descentralização – áreas em que não há consenso, garantiu Magalhães, porque a esquerda não se entende “e não quer assumir as suas divergências. Em política, a clareza é muito importante”. Por isso, o líder da bancada centrista rematou com recados à esquerda: “É altura de BE, PCP e BEV serem membros desta maioria não só à segunda, quarta e à sexta, mas a todos os dias da semana”.